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	<title>Genaro Campoy Scriptore | CCLA</title>
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	<description>Centro de Ciências, Letras e Artes</description>
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		<title>Francisco Glicério de Cerqueira Leite e o Centro de Ciências Letras e Artes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Genaro Campoy Scriptore]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Aug 2022 16:16:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CCLA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Glicério]]></category>
		<category><![CDATA[Genaro Campoy Scriptore]]></category>
		<category><![CDATA[História de Campinas]]></category>
		<category><![CDATA[República]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Prefeito Heitor Penteado, relembrou com propriedade a caminhada de Francisco Glicério na construção da República.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-group is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-pullquote is-style-default"><blockquote><p><strong>República!&#8230; Voo ousado</strong>                     <strong>  Do homem feito condor!                    Raio de aurora inda oculta</strong>                <strong>Que beija a fronte ao Tabor!</strong>          <strong>Deus! Por que enquanto o monte</strong>   <strong>Bebe a luz desse horizonte,</strong>          <strong>Deixas vagar tanta fronte,</strong>                   <strong>No vale envolto em negror?!&#8230;</strong><br><strong><em>&nbsp;</em></strong><br><em>Trecho da III parte do poema Pedro Ivo</em> <em>Livro Espumas Flutuantes</em>              <em>“Poesias de &nbsp;Castro Alves”</em>            <em>Tipografia de Camillo Lellis Masson</em> <em>Bahia 1870 – páginas 62</em></p></blockquote></figure>
</div>



<p>O vigário João Manoel de Almeida Barbosa, no dia 24 de agosto de 1846, registrou no livro VI, folhas 143, a certidão de batismo de Antônio e, na linha seguinte, a de Francisco, ambos batizados com a sua licença pelo Reverendo Antônio Fernando Nunes. Antônio trazia como padrinho Antônio Benedicto e D. Maria Cândida e Francisco, os padrinhos, Reginaldo Antônio e D. Maria Cândida. Francisco, de seis dias, nascido em 15 de agosto, não era outro senão o filho de Antônio Benedicto de Cerqueira Leite e D. Maria Zelinda da Conceição. Segundo sua certidão de casamento, carregaria o nome de Francisco Glicério de Cerqueira Leite. Seu padrinho de batismo era o compadre de seu pai Reginaldo Antônio de Moraes. Antônio, de 27 dias, nascido em 27 de julho de 1846, não era outro senão o filho de Reginaldo Antônio de Moraes Salles e de D. Antônia Joaquina do Amaral Camargo. Carregando o nome de Antônio Carlos de Moraes Salles, o menino se transformaria em um dos maiores advogados de Campinas. Seu padrinho de batismo era o compadre de seu pai, Antônio Benedicto de Cerqueira Leite.</p>



<p>Como imaginar D. Maria Cândida de Barros, a madrinha dos dois meninos, harmonizando os pensamentos tão diversos e tão diferentes que eram gerados por estes dois personagens. Cento e setenta e seis anos depois sinto-me bastante à vontade para relembrar, com muito orgulho e satisfação esta efeméride que, por sinal, já foi vivida com muita intensidade no ano de 1916, data em que o Centro de Ciências Letras e Artes comemorou o 70º aniversário de nascimento de Francisco Glicério, exatamente quatro meses e três dias após a sua morte, que se deu no Rio de Janeiro em 12 janeiro de 1916. Comentava o Correio Paulistano de 16 de agosto de 1916:</p>



<p><em>“&#8230;Razões de sobra tem o Centro de Ciências Letras e Artes para ficar orgulhoso do êxito de sua comemoração: com ela pagaram Campinas e o Estado de São Paulo uma dívida de honra para com a memória do General Francisco Glycerio, cuja vida, cuja atividade, cujo caráter, cujos altos sentimentos de benemerência e abnegação exigiam uma homenagem condigna, que exaltasse suas virtudes e as apontasse como exemplo a geração atual”</em></p>



<p>Os festejos começaram no dia 15 de agosto, com uma visita pela manhã ao túmulo de Glicério. Uma comitiva partiu do largo da catedral às oito horas da manhã com a banda da Força Pública, sob as ordens do Alferes Salvador Chiarelli e diversas autoridades. Alunos do Liceu de Artes e Ofícios, do Externato São João, alunos da escola do Fundão, alunos do segundo Grupo Escolar, alunos do Ginásio do Estado e diversas outras entidades de ensino, seguiram pelas (atuais) Francisco Glicério, Barreto Leme, Barão de Jaguara, Ferreira Penteado, José Paulino e Avenida do Fundão, hoje conhecida como Avenida da Saudade, até a porta da necrópole, onde a polícia vetou a entrada do grande número de populares.</p>



<p>O túmulo de Francisco Glicério se encontrava completamente coberto de flores naturais, onde o prefeito municipal, Heitor Penteado, pronunciou um discurso em que se dizia guiado pelo Centro de Ciências, Letras e Artes e seus fins altamente nobres para reunir e incentivar o civismo e o patriotismo em nossa cidade. Acrescentava o prefeito que a solenidade teria uma dupla significação, de um lado, a dor pelo desaparecimento do amigo, ilustre, generoso e bom e, por outro lado, a solidariedade do povo com o princípio ideal que, em vida, o eminente campineiro sempre encarnou.</p>



<p>O Prefeito Heitor Penteado, relembrou com propriedade a caminhada de Francisco Glicério na construção da República. Em seguida a banda da Força Pública executou uma peça de seu repertório. Usou também a palavra o aluno do Colégio São Benedito, Araripe Rodrigues que encerrou esta parte da solenidade. Às 20 horas, realizou-se no salão nobre do Centro de Ciências Letras e Artes, a Sessão Magna. Com abertura do presidente, dr. Carlos Stevenson, a palavra foi entregue ao Presidente da Câmara dos Deputados, dr. Antônio Lobo que, em seu discurso, menciona uma carta de próprio punho de Glicério a ele endereçada. A carta era datada de 17 de julho de 1890 e se referia a momentos delicados e tristes da vida de Glicério:</p>



<p><em>“&#8230;Pede ao Deus dos católicos que me auxilie, s</em><em>ó </em><em>vejo em torno de mim o dever de ser forte, a necessidade de ser puro e os perigos da minha situação.</em><em></em></p>



<p><em>Quando parti disse-te que te mandaria 30:000$000 para pagares aqueles três compromissos que envolvem a minha honra e o meu nome, no suposto de que viria receber essa soma de meus irmãos, pela venda do meu quinhão na fazenda de Jaú, pois supunha poder liquidar, pelo menos, 40 contos. Deram-me 20 contos, sendo 12 j</em><em>á</em><em>, e 8 depois! Que pancada levei na cabe</em><em>ç</em><em>a com essa triste nova, deves imaginar. Equilibrei-me, o mais que pude, para não cair fulminado, e não dei sequer a perceber que assim ficava exposto a um desastre moral que me pode ser fatal.</em><em></em></p>



<p><em>Disse ao Jorge que te mandasse os 12 contos, pague com eles, Rafael Sampaio &amp; CO, 8.602$670, pela liquidação de D. Gertrudes de Arruda Camargo e o restante use na reforma da letra endossada pelo Octaviano, no Banco Provincial. Quanto ao saldo das prestações de D. Isabel e Domingos da Costa Neto, serão pagas do seguinte modo: com os 8 contos que pedir</em><em>á</em><em>s ao Jorge e com o produto da venda de minha casa, para o que te mandarei procuração minha e de minha mulher do Rio de Janeiro.</em><em></em></p>



<p><em>Arranja-me isso, pelo amor de Deus, de modo que meu nome seja salvo do naufrágio</em><em>.</em></p>



<p><em>Além </em><em>disso, tenho outras d</em><em>í</em><em>vidas, sendo a que mais me tortura é a de Santos, Irmão &amp; Nogueira, a quem não</em><em> posso e não</em><em> devo prejudicar, sob pena de ser um falso amigo.</em><em></em></p>



<p><em>Calculo </em><em>que os servi</em><em>ç</em><em>os do escritório darão 40 contos, sem incluir Fiorita e Tavolara, mas isso </em><em>é liquidação </em><em>demorada, portanto, tudo depende das tuas diligências, da tua dedicação a mim.</em><em></em></p>



<p><em>Se estes meios falharem, temo que a minha honra ser</em><em>á </em><em>o pasto apetecido dos meus cruéis inimigos e a minha retirada do governo e da pol</em><em>í</em><em>tica, a consequência forçada do desastre. </em><em>Então</em><em> minha visita a Campinas passar</em><em>á </em><em>a ser uma eterna despedida, no seio dos meus companheiros, no teatro das minhas glórias. Bem v</em><em>ê</em><em>s quanto isso </em><em>é horrível, </em><em>menos para mim do que mesmo para a salvação e o ressurgimento de minha terra. </em><em>Não sei o que pensava quando, a custo, desprendi-me de vocês, entretanto, eu nada suspeitava. </em><em>Meus irmãos apresentaram-me um cálculo exato, contra o qual nada tenho que reclamar, mas a questão</em><em> é </em><em>que eu devia </em><em>à </em><em>firma, a parte do capital, que retirei aos poucos, e a sociedade tem passivo considerável. Se pudesse esperar a colheita de 91, então estaria salvo, mas não posso, pelas circunstâncias que exponho.</em><em></em></p>



<p><em>Eis tudo, tudo quanto me acontece, depois que cheguei ao fim da minha jornada pol</em><em>í</em><em>tica. Aqui estou, sem poder me abrir com viva alma. Quis chamar-te, mas verifiquei que eu não poderia conter-me, sem disparar no mais indiscreto desabafo. Esse encontro seria até</em><em> um vexame para mim, </em><em>que preciso manter calma, reflexão e firmeza inabalável.</em><em></em></p>



<p><em>Não devo considerar-me infeliz, porque o culpado fui eu. Sou apenas um patriota sem dinheiro com a responsabilidade do governo e do futuro de S. Paulo. </em><em>Há </em><em>uma coisa que me tortura o coração e a consciência, fiz a República, a custa do dinheiro alheio prejudicando meus credores. Este espinho h</em><em>á </em><em>de levar-me ao t</em><em>ú</em><em>mulo, se eu não&nbsp; puder salvar-me agora, a fim de trabalhar e pagar as minhas d</em><em>í</em><em>vidas.</em><em></em></p>



<p><em>Vê</em><em>s quanto deves fazer por mim. Confio a direção dos meus negócios para você e parto para o Rio, para </em><em>à</em><em>quele inferno, levando a alma em pedaços. Olha: salva-me, e fica desde j</em><em>á </em><em>pago do teu servi</em><em>ç</em><em>o, recebendo este conselho: nunca sejas chefe político. Esta carta come</em><em>ç</em><em>ada ontem </em><em>concluo</em><em> agora, </em><em>à</em><em>s 5 horas da tarde de 18, e daqui a pouco vou ao banquete político</em><em> que me d</em><em>ã</em><em>o. </em><em>E vou mostrar-me risonho, e vou fazer discursos! Adeus.</em><em>Dá</em><em>-me um abra</em><em>ç</em><em>o e que isto me anime. Teu amigo, Glicério”</em><em></em></p>



<p>Este episódio não terminaria assim, pois um amigo comum de Glicério e Antônio Lobo, morador de Santos, diante de uma acusação que chegara ao seu conhecimento, a de que Glicério não saldara uma dívida de quatro contos de réis, imediatamente chama Antônio Lobo que, sem poder mentir e bastante envergonhado, confirma que Glicério não tinha mais atividade profissional o que dificultava sua vida em vários sentidos. &nbsp;O perfeito cavalheiro e leal amigo de Santos, então tomou a seguinte decisão:</p>



<p><em>“&#8230; Pois, eu não desejo que se fale de Glicério; quero que seu nome continue tão limpo e respeitado como é e tem sido até hoje.” </em>Logo no outro dia, este amigo, providencia 36 contos de réis para saldar as contas de Glicério na praça de Campinas, sacados do Banco União de São Paulo, empresa em que era sócio com Bento Quirino e José Paulino Nogueira e proíbe Antônio Lobo, de revelar sua identidade ou a origem dos recursos. O tempo não consegue torná-lo anônimo: Antônio Carlos da Silva Telles, nome que Campinas admira por esta e outas atitudes.</p>



<p>Hoje, diante de tantas dificuldades vividas pelo Centro de Ciências, Letras e Artes que, sem esmorecer insiste em sobreviver, relembramos o nascimento de Francisco Glicério, não com as glórias do passado, dias em que civismo era valorizar nossos heróis, era transferir valores para uma geração, era a identificação com a república libertária, mas com este singelo artigo em tempos amargos, em uma sociedade que ainda não construiu os valores éticos do respeito e tolerância, base do espírito democrático.</p>



<p><strong>Genaro Campoy Scriptore</strong>                                                                                                                        Administrador de Empresas, Curador do Museu Campos Salles, Conselheiro Fiscal do Centro de Ciências Letras e Artes</p><p>The post <a href="https://ccla.org.br/2022/08/francisco-glicerio-de-cerqueira-leite-e-o-centro-de-ciencias-letras-e-artes/">Francisco Glicério de Cerqueira Leite e o Centro de Ciências Letras e Artes</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Chamada dos Heróis Combatentes</title>
		<link>https://ccla.org.br/2022/06/chamada-dos-herois-combatentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Genaro Campoy Scriptore]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jun 2022 21:24:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Combate de Venda Grande]]></category>
		<category><![CDATA[Genaro Campoy Scriptore]]></category>
		<category><![CDATA[História de Campinas]]></category>
		<category><![CDATA[Monumento ao Combate de Venda Grande]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Liberal de 1842]]></category>
		<category><![CDATA[Venda Grande]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto no Brasil uma sociedade conhecida como Conselho da Sociedade dos Patriarcas Invisíveis, com sede no Rio de Janeiro, em meio à corte do jovem Dom Pedro II, fomentava a insurreição para  sustentar e defender debaixo deste novo laço social a Independência do Brasil, e a Constituição do Império, do outro lado enfrentando uma guerra externa, os poderes constituídos defendiam a Regência, o Imperador e a Constituição e a pergunta que não calava era: “Quem era o inimigo? Os Liberais que se armavam ou os conservadores que se aliavam aos regressistas?” Em um fogo amigo os brasileiros se dizimavam em Campinas, Limeira, Sorocaba, Santa Luzia, Porto Alegre na busca de um caminho de amor ao Brasil e à Pátria.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Genaro Campoy Scriptore</strong></p>



<p><em>No dia em que celebramos esta data histórica, capítulo heroico e cívico vivido pela altivez do povo campineiro, do povo brasileiro e porque não dizer dos paulistas que fizeram a diferença no movimento liberal acontecido entre 1835-1842 que sacudiu o início do segundo império, não poderíamos ficar somente no discurso das façanhas das batalhas é preciso acima identificar os personagens, vultos históricos que exerceram ideais libertários constitucionais que são o coração da República Federativa do Brasil.</em></p>



<p><em>Enquanto no Brasil uma sociedade conhecida como Conselho da Sociedade dos Patriarcas Invisíveis, com sede no Rio de Janeiro, em meio à corte do jovem Dom Pedro II, fomentava a insurreição para&nbsp; sustentar e defender debaixo deste novo laço social a Independência do Brasil, e a Constituição do Império, do outro lado enfrentando uma guerra externa, os poderes constituídos defendiam a Regência, o Imperador e a Constituição e a pergunta que não calava era: “Quem era o inimigo? Os Liberais que se armavam ou os conservadores que se aliavam aos regressistas?” Em um fogo amigo os brasileiros se dizimavam em Campinas, Limeira, Sorocaba, Santa Luzia, Porto Alegre na busca de um caminho de amor ao Brasil e à Pátria.</em></p>



<p><em>Este capítulo do Combate da Venda Grande é precioso para nossa cidade, para nossa história e não podemos deixar de nominar alguns dos atores deste evento.</em> <em>Do Rio de Janeiro, no dia 18 de maio zarpava do porto, as 8:00 horas da manhã, quatro barcas de vapor: “A Especuladora, Paquete do Sul, Pernambucana e São Sebastião” com 700 praças do 12º Batalhão de Caçadores com destino a Santos.</em></p>



<p><em>Por terra, em 19 de maio, seguiam mais 400 praças do Batalhão de Fuzileiros e no vapor “Todos os Santos”, embarcava o Comandante em Chefe do Exército. General Luiz Alves de Lima e Silva, na época o Barão de Caxias.</em></p>



<p><em>Em Campinas no Engenho da Lagoa, sítio do finado Theodoro Ferraz, o lugar conhecido como “Venda Grande”, na estrada em direção a Limeira, no mesmo local que nossas vistas alcançam ao nosso derredor, se reunia um grupo de não mais do que 300 ou 350 rebeldes, portando armas de caça, alguns participantes da Guarda Nacional, fazendeiros e gente do povo que tinham laços com os liberais que haviam eleito Rafael Tobias de Aguiar como Presidente da Provincia de São Paulo com a liderança e aconselhamento de Diogo Antonio Feijó, o “paulistano campineiro”.</em></p>



<p><em>O Barão de Caxias não precisou vir a Campinas. Enviou o Coronel Amorim Bezerra com 3 cadetes do 12º para instruir os improvisados soldados conservadores em Campinas e uma força de soldados militarmente preparados que chegou em 6 de junho de 1842 em Campinas se juntando aos soldados da guarda pessoal do Padre João José Vieira Ramalho, agricultor, dono da fazenda Boa Vista e fundador da cidade de São João do Jaguary, hoje São João da Boa Vista, que detinha uma milícia particular utilizada para defender seus interesses e de sua fazenda, aos soldados da Guarda Nacional liderados pelos Coronel José Franco de Andrade e pelo major Joaquim Quirino dos Santos.</em></p>



<p><em>Das forças imperiais comandadas pelo coronel Amorim Bezerra, em relatório ao Barão de Caxias são mencionados com distinção:</em></p>



<p><em>No dia 7 de junho, com 120 homens de cavalaria e infantaria, o Coronel Amorim Bezerra, dirige-se para a fazenda da Lagoa, no Engenho da Lagoa ou Venda-Grande, onde estavam acampados 50 homens, que chegaram no meio do mês de maio de 1842 de diversas paragens e mais 130 homens da chamada “Coluna Libertadora”, trazidos pelo valente Capitão Boaventura Soares do Amaral, que abastecera os homens com armamentos, munição e uma peça, canhão, de artilharia. Tal peça, possivelmente, nunca foi usada por total despreparo dos rebeldes.</em></p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li><em>O alferes do 12º Batalhão Carlos Cirilo de Castro</em></li><li><em>II tenente João Jacques Godfroy, cadete de artilharia</em></li><li><em>Alferes de comissão João José Pereira do 12º Batalhão</em></li><li><em>Cadete em serviço do oficial João José Pereira do 12º Batalhão</em></li><li><em>Sargento Joaquim Theodoro do 12º Batalhão</em></li><li><em>Sargento de Guardas Nacionais Antonio do Rego Dante</em></li></ol>



<p><em>O número de mortos no Combate de Venda Grande, nunca foi realmente apurado. O relatório dos soldados do Barão de Caxias contou 17 mortos; historiadores e cronistas falam em 19 ou 20 combatentes mortos; Amador Bueno Machado Florence, em sua crônica, quarenta anos depois do evento, relaciona alguns mortos:</em></p>



<p><em>1. Boaventura do Amaral Soares de Camargo.</em></p>



<p><em>2. Antonio Joaquim Vianna.</em></p>



<p><em>3. “Negueime”, apelido de um primo de Joaquim Bonifácio do Amaral, o Sete Quedas, Visconde de Indaiatuba.</em></p>



<p><em>4. João Evangelista Monteiro, um primo de Juca Salles.</em></p>



<p><em>5. Um tal de João Francisco, que talvez seja, João Sapateiro, nome que Amador Bueno Machado Florence identifica como alfaiate, oficial, mestre de ofício, do Cezarino, refere-se Antonio Ferreira Cezarino que nesta época era um prestador de serviços na comunidade.</em></p>



<p><em>6. Um camarada do Bittencourt, provavelmente um dos colonos ou empregado de Antonio Pio Correia Bittencourt que também participou do combate, que não se recorda o nome.</em></p>



<p><em>Da força Imperial pereceu somente um soldado do Padre Ramalho.</em></p>



<p><em>Quanto aos feridos, Amador Bueno Machado Florence, relaciona:</em></p>



<p><em>1. Antonio Alfaiate, baleado de revés na cabeça.</em></p>



<p><em>2. Joaquim Cardoso, irmão de Manoel Cardoso, tio do maestro Santana Gomes e de Antonio Carlos Gomes, baleado no peito, que se recuperou graças ao acolhimento e ajuda dos sitiantes da redondeza.</em></p>



<p><em>3. José Antonio da Silva, ferido no braço.</em></p>



<p><em>Narra Amador Bueno Machado Florence, filho de Hercule Florence, curioso fato acontecido na fazenda do major Luciano Teixeira Nogueira, sobre o único prisioneiro de guerra, feito pelos revolucionários paulistas. Um jovem oficial que cumpria o serviço militar em Campinas, José Manoel de Castro, que no futuro despontaria como importante fazendeiro na região, desavisadamente foi à fazenda de Luciano Teixeira Nogueira e lá chegando foi detido pelo major e seus trinta companheiros, que o levaram para Sorocaba na comitiva que conduziu o Padre Feijó.</em></p>



<p><em>Em Sorocaba exerceu José Manoel de Castro, a função de impressor e tipógrafo do jornal “O Paulista”, editado por Hercule Florence, pai do narrador deste fato, com quem desenvolveu grande amizade, a ponto de fugirem juntos montados em um único animal com destino a Porto Feliz, após a fuga em massa acontecida no final da Revolta. Quanto retornaram para Campinas foram anistiados.</em></p>



<p><em>E agora com o objetivo de relembrar estes valentes combatentes faço uma singular chamada de seus nomes que compilei das menções feitas pelo Doutor Antonio Carlos de Moraes Salles, Amador Bueno Machado Florence e por João Baptista Moraes.</em></p>



<p><em>Parodiando o Príncipe dos Poetas, o campineiro Guilherme de Almeida empresto algumas linhas do poema <strong>Oração ante a última trincheira, </strong>uma homenagem a Revolução de 1932, para homenagear os nomes destes distintos campineiros, paulistas e brasileiros.</em></p>



<p><em>Agora é o silêncio&#8230;</em></p>



<p><em>É o silêncio que faz a última chamada&#8230;</em></p>



<p><em>É o silêncio que responde:</em></p>



<p><em>— &#8220;Presente!&#8221;</em></p>



<p><em>Depois será a grande asa tutelar de São Paulo,</em></p>



<p><em>asa que é dia, e noite, e sangue, e estrela, e mapa</em></p>



<p><em>descendo petrificada sobre um sono que é vigília.</em></p>



<p><em>E aqui ficareis Heróis-Mártires, plantados,</em></p>



<p><em>firmes para sempre neste santificado torrão de</em></p>



<p><em>chão paulista.</em></p>



<p><em>Para receber-vos feriu-se ele da máxima</em></p>



<p><em>de entre as únicas feridas na terra,</em></p>



<p><em>que nunca se cicatrizam,</em></p>



<p><em>porque delas uma imensa coisa emerge</em></p>



<p><em>e se impõe que as eterniza.</em></p>



<p><em>Só para o alicerce, a lavra, a sepultura e a trincheira</em></p>



<p><em>se tem o direito de ferir a terra&#8230;.</em><strong></strong></p>



<p><strong>(À menção de cada nome, os participantes do evento respondem “PRESENTE”)</strong><strong><em><br></em></strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong><em>COMBATENTES DA VENDA GRANDE</em></strong><strong><em></em></strong></td></tr><tr><td><em>Ângelo Custodio Teixeira Nogueira</em></td></tr><tr><td><em>Antonio Alfaiate</em></td></tr><tr><td><em>Antonio Castelhano</em></td></tr><tr><td><em>Antonio Custódio de Morais</em></td></tr><tr><td><em>Antonio de Cerqueira</em></td></tr><tr><td><em>Antonio Joaquim Viana</em></td></tr><tr><td><em>Antonio Manuel Teixeira</em></td></tr><tr><td><em>Antonio Pio Correia Bitencourt</em></td></tr><tr><td><em>Bento Martins</em></td></tr><tr><td><strong><em>Boaventura do Amaral Soares de Camargo</em></strong></td></tr><tr><td><em>Cândido Pompeu</em></td></tr><tr><td><em>Carlos Augusto do Amaral</em></td></tr><tr><td><em>Casemiro de Lima</em></td></tr><tr><td><em>Diogo Benedito dos Santos Prado</em></td></tr><tr><td><em>Emídio Carpinteiro</em></td></tr><tr><td><em>Felipe Cesar Cerqueira Leite</em></td></tr><tr><td><em>Fidencio Bueno de Camargo</em></td></tr><tr><td><em>Floriano de Lima</em></td></tr><tr><td><em>Francisco Borges da Cunha</em></td></tr><tr><td><em>Francisco Cardoso</em></td></tr><tr><td><em>Francisco de Assis Pupo</em></td></tr><tr><td><em>Francisco de Barros Leite</em></td></tr><tr><td><em>Francisco Dias Aranha</em></td></tr><tr><td><em>Francisco Luiz das Chagas</em></td></tr><tr><td><em>Francisco Marcelino de Morais</em></td></tr><tr><td><em>Francisco Teixeira Nogueira</em></td></tr><tr><td><em>Gonçalo da Silva</em></td></tr><tr><td><em>Inácio de Oliveira</em></td></tr><tr><td><em>João Batista Pupo de Morais</em></td></tr><tr><td><em>João Dias Aranha</em></td></tr><tr><td><em>João Evangelista Monteiro</em></td></tr><tr><td><em>João Sapateiro</em></td></tr><tr><td><em>João Tamoio</em></td></tr><tr><td><em>Joaquim Bonifácio do Amaral</em></td></tr><tr><td><em>Joaquim Cardoso</em></td></tr><tr><td><em>Joaquim Custódio de Lima</em></td></tr><tr><td><em>Joaquim Incarnação</em></td></tr><tr><td><em>Joaquim Pinto de Camargo</em></td></tr><tr><td><em>José Antonio da Silva</em></td></tr><tr><td><em>José Inácio Teixeira</em></td></tr><tr><td><em>José Inocêncio de Camargo</em></td></tr><tr><td><em>José Maria do Nascimento</em></td></tr><tr><td><em>José Pedro</em></td></tr><tr><td><em>José Xavier Leite</em></td></tr><tr><td><em>Juca Cavalheiro</em></td></tr><tr><td><em>Luciano Teixeira Nogueira</em></td></tr><tr><td><em>Luiz Aranha</em></td></tr><tr><td><em>Luiz Dias Aranha</em></td></tr><tr><td><em>Malaquias de Tal</em></td></tr><tr><td><em>Manuel Fernandes Palhares</em></td></tr><tr><td><em>Manuel Joaquim Ferraz</em></td></tr><tr><td><em>Manuel Silvestre Martins</em></td></tr><tr><td><em>Modesto Correia</em></td></tr><tr><td><em>“Negueime”</em><em></em></td></tr><tr><td><em>Pedro Aleixo</em></td></tr><tr><td><em>Pedro Aranha</em></td></tr><tr><td><em>Reginaldo Antonio de Morais Salles</em></td></tr><tr><td><em>Rodrigo Cesar de Cerqueira</em></td></tr><tr><td><em>Sargento-Mor Raimundo Alvares dos Santos Prado Leme</em></td></tr></tbody></table></figure>



<p>Genaro Campoy Scriptore é membro do Conselho Fiscal (Gestão 2022-2024), administrador de empresas e pesquisador; Curador do Museu Campos Salles, do CCLA.</p>



<p><em><br></em></p><p>The post <a href="https://ccla.org.br/2022/06/chamada-dos-herois-combatentes/">Chamada dos Heróis Combatentes</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>180 anos do Combate de Venda Grande</title>
		<link>https://ccla.org.br/2022/06/180-anos-do-combate-de-venda-grande/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alcides Acosta]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2022 21:42:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias do CCLA]]></category>
		<category><![CDATA[180 anos do Combate de Venda Grande]]></category>
		<category><![CDATA[Combate de Venda Grande]]></category>
		<category><![CDATA[Combate em Campinas]]></category>
		<category><![CDATA[Genaro Campoy Scriptore]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanni Galvão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 7 de junho, das 9h30 às 10h30, no local onde se encontra o monumento...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 7 de junho, das 9h30 às 10h30, no local onde se encontra o monumento edificado pelo Departamento de História do CCLA, prestamos homenagem aos heróis do movimento liberal, mortos no embate contra as forças do governo imperial, em 1842. Reuniram-se, nesse ato, diretores e conselheiros de nossa entidade, representante da Câmara Municipal de Campinas, vereador Luiz Carlos Rossini; do Rotary Clube de Campinas, Augusto Scorza (também membro do Conselho Fiscal do CCLA); da Academia de Artes, Ciências e Letras das Forças Armadas, Coronel (Eng- R1) Fábio Toledo Ferreira, a Profa. Maria Massae Hangai (ex-EsPCEx); o jornalista Gustavo O. C. Mazzola, da Academia Campinense de Letras; representantes da Secretaria de Cultura e Turismo, Eros Vizel (Turismo), Sandra Peres (FICC) e Ricardo Pereira (COTAE); dos Patrulheiros de Campinas; e do 8º BPMI, Ten Cel Paulo e Cap Vasconcelos, bem como onze Alunos Oficiais PM. Relacionamos, pelo CCLA, além do presidente Alcides L. Acosta, os seguintes membros: Dr. Agostinho Tofoli Tavolaro, Dr. Duílio Battistoni Filho, Eng. Fernando de Pina Figueiredo; Sandra Palermo Funari (2a. secretária); Genaro Campoy Scriptore (Conselho Fiscal) e a secretária administrativa, Josiani Bertoli. </p>



<p>O orador oficial do ato cívico foi o dr. Giovanni Galvão, tendo o Adm. Genaro Campoy Scriptore, feito a chamada dos nomes dos soldados que participaram, como rebeldes, no  histórico episódio. Os soldados da PM presentes, tendo o comando do Ten Cel Paulo, prestaram continência em memória dos mortos, emocionando aos presentes.</p>



<p>O teor dos discursos proferidos na ocasião estão publicados na epígrafe História, neste site, para conhecimento dos leitores. </p>



<p> </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="696" src="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2022/06/Combate-de-Venda-Grande-2022-Genaro--1024x696.jpg" alt="Giovanni Galvão e Genaro C. Scriptore historiaram o fato nominando todos os combatentes. À medida que o nome era dito o público presente respondia em bom som: &quot;Presente!&quot; " class="wp-image-675" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2022/06/Combate-de-Venda-Grande-2022-Genaro--1024x696.jpg 1024w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2022/06/Combate-de-Venda-Grande-2022-Genaro--300x204.jpg 300w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2022/06/Combate-de-Venda-Grande-2022-Genaro--768x522.jpg 768w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2022/06/Combate-de-Venda-Grande-2022-Genaro--1536x1043.jpg 1536w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2022/06/Combate-de-Venda-Grande-2022-Genaro-.jpg 1958w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><p>The post <a href="https://ccla.org.br/2022/06/180-anos-do-combate-de-venda-grande/">180 anos do Combate de Venda Grande</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O Monumento a Campos Salles e a espera pela Revolução de 1932</title>
		<link>https://ccla.org.br/2022/04/o-monumento-a-campos-salles-e-a-espera-pela-revolucao-de-1932/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Genaro Campoy Scriptore]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Apr 2022 14:21:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Núcleos do CCLA]]></category>
		<category><![CDATA[Genaro Campoy Scriptore]]></category>
		<category><![CDATA[História de Campos Salles]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Ferraz de Campos Salles]]></category>
		<category><![CDATA[Monumentos de Campinas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Monumento a Campos Salles inaugurado no Largo do Rosário.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Genaro Campoy Scriptore</p>



<div class="wp-block-group is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-pullquote is-style-solid-color"><blockquote><p>O Passado não reconhece o seu lugar:<br>está sempre presente.<br>Mário Quintana</p></blockquote></figure>



<p>Logo depois da morte do ilustre doutor Manuel Ferraz de Campos Salles, no seio da cidade de Campinas nasce um movimento liderado por políticos, pelos seguidores das idéias republicanas e amigos de Campos Salles, com o propósito de marcar a cidade com uma homenagem ao campineiro e segundo Presidente civil deste país.</p>
<p>Na gestão do Prefeito, intendente nomeado, Orosimbo Maia, e por iniciativa de projeto da Câmara Municipal de Campinas era publicado na imprensa edital para a construção do monumento a Campos Salles. O edital, datado de 22 de fevereiro de 1930, vinha assinado pelo secretário da Prefeitura, Amilar Alves.</p>
<p>Não podemos deixar de ressaltar a figura do secretário da Prefeitura, Amilar Alves, homem do cinema, da cultura e que tão bem soube representar o Centro de Ciências, Letras e Artes nas funções que ali exerceu.</p>
<p>Depois de vários adendos e modificações deste edital, se estabelece que os escultores concorrentes deveriam adotar um pseudônimo para sua maquete e enviar a documentação e suas propostas até às 14:00 horas do dia 20 de junho de 1930.</p>
<p>O julgamento para a escolha do escultor vencedor, que iria realizar a construção deste monumento, aconteceu no dia 10 de julho de 1930, conduzido por uma comissão composta dos vereadores Doutor Ernesto Kulmmann e Benedicto Cunha Campos e mais Perseu Leite de Barros, engenheiro civil que ingressara neste mesmo ano no serviço público como chefe de obras e viação. Completavam a comissão o arquiteto Alexandre de Albuquerque e os escultores Amadeu Zani e Marcelino Velez. A comissão reunida no “Salão do Fascio Italiano”, localizado na Rua Barreto Leme, escolheu como vencedora a maquete “Ephiteto”, do escultor Yolando Mallozi, obtendo assim o primeiro lugar; e como segundo lugar a maquete “Semper Ut Quondam”, do escultor Hugo Bertazzan, do Rio de Janeiro, que recebeu o prêmio de 4.000$000 réis. As maquetes ficaram em exposição no “Salão do Fascio Italiano” para que todos pudessem apreciar a decisão apoiada e concorde do prefeito Orosimbo Maia, da comissão e todos os técnicos envolvidos no processo.</p>
<p>Três meses depois deste concurso para a escolha do escultor do monumento acontece a revolução de 1930, no dia 24 de outubro, que impõe a queda do governo de Washington Luís, exatamente vinte e um dias antes do término do período presidencial.</p>
<p>Júlio Prestes de Albuquerque, paulista de Itapetininga, vencera as eleições de março de 1930 e aguardava para ser empossado, mas a deposição de Washington Luís e a instauração da junta governativa, presidida pelo General Tasso Fragoso, provocou uma espera na normalização do ambiente político.</p>
<p>A junta governativa exerceu a presidência até o dia 4 de novembro de 1930, data em que transferiu o governo para Getúlio Vargas, líder da revolução e do golpe. Júlio Prestes de Albuquerque foi impedido pelo governo de Getúlio Vargas de assumir a presidência, passando assim para a história como o único presidente eleito pelo voto popular que não foi empossado. Apresentavam-se mais uma vez, as ideias de Campos Salles, vivas pela luta democrática e de libertação, na qual o povo exerce o papel de senhor de todas as vontades, mas, de forma geral, acaba derrotado pelo despótico poder das armas e dos poderosos. O monumento esperava a homenagem do povo de Campinas.</p>
<p>Entre 1931 e 1932 os paulistas e, principalmente, os campineiros, esperavam de Getúlio Vargas a normalização do ambiente político, a convocação de uma Assembleia Constituinte e a data para a eleição presidencial.</p>
<p>No dia 23 de maio de 1932, em São Paulo, um ato cívico levou milhares de paulistas à Praça do Patriarca, Rua Líbero Badaró, Praça da República, Ladeira de São João, Rua São Bento, Praça da Sé, Viaduto do Chá e rua Conselheiro Crispiniano para seguir em direção ao palácio do governo, onde se encontrava o novo interventor do governo paulista, o senhor Pedro Manuel de Toledo.</p>
<p>O ato cívico reivindicava as eleições presidenciais e notícias da Constituinte. Na praça da República, esquina com Barão de Itapetininga, estabelece-se um conflito entre o povo, a polícia e os membros da Legião Revolucionária. Neste conflito é metralhado o estudante Mario Martins de Almeida, de 31 anos, Euclydes de Miragaia, de 21 anos, com um tiro no peito, Antonio Camargo Andrade por tiros disparados por populares e Dráuzio Marcondes de Sousa, de 14 anos, ferido por um tiro de Legionários. Os restos mortais destes mártires estão hoje sepultados no mausoléu do Obelisco do Ibirapuera.</p>
<p>Para quem passa nas imediações da Rua Guilherme de Almeida, no Cambuí, Campinas, pode notar uma rua curta, de uma quadra, denominada Rua MMDC. Este acrônimo construído pelas letras M de Mario, M de Miragaia, D de Drauzio e C de Camargo se tornou sigla para a organização clandestina que iria conspirar e organizar a Revolução Constitucionalista de 9 de julho de 1932. Depois do conflito tornou-se uma sociedade sem fins lucrativos denominada “Sociedade Veteranos de 1932–MMDC”, hoje com sede no Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 32, conhecido como Obelisco do Ibirapuera, desde 9 de dezembro de 2014. O núcleo de Campinas funciona e atende na Rua General Osório, 490, nas antigas instalações dos escritórios da Mogiana.</p>
<p>Campinas se posicionou. Daqui saíram soldados para combater tropas <em>“getulistas”</em> infiltradas e estacionadas nas cidades das linhas da Mogiana, da Paulista e no interior do estado de São Paulo. Eram desiguais as forças do governo de Getúlio e as tropas dos Paulistas, dadas as desproporções do material bélico.</p>
<p>Campinas foi bombardeada pelos aviões vermelhos do governo nos dias 18 de setembro e 24 de setembro de 1932.</p>
<p>O jornal o Estado de São Paulo, que apoiava os soldados constitucionalistas, noticia o bombardeio do domingo, dia 18 de setembro:</p>
<p><em> </em><em>“Prossegue com intensidade a luta no sector do Amparo. A situação das tropas constitucionalistas continua a ser, naquele sector, muito boa. Um avião de ditadura voou hoje sobre a cidade de Campinas, jogando uma bomba, no pátio fronteiro à estação da Paulista, matando o menor Aldo Chiorato, de 9 anos de idade, filho de João Chiorato e ferindo gravemente o velho operário italiano Vicente Nome, cujo estado inspira cuidados, e um velho sírio. Também foi ferido, mas sem gravidade o funcionário da Mogiana, Isolino Monteiro. Passageiros de um bonde que na hora trafegava pelo local receberam também alguns ferimentos. Outra bomba foi lançada sobre a estação da Mogiana, sem causar danos e uma terceira caiu sobre uma residência particular da rua Campos Salles, destruindo parte do edifício. Os moradores estavam ausentes, as bombas eram grandes, de peso aproximado de 45 quilos.</em></p>
<p><em>À tarde, a aviação da ditadura voltou a bombardear Campinas, lançando contra aquela cidade cinco bombas. Duas caíram na Cadeia, ferindo vários presos, duas alcançaram o pátio da estação da Paulista, sem causar vítimas e a última estourou na Vila Industrial, que é habitada por operários, ferindo vários deles. Esse bombardeio desumano e sem nenhum objetivo militar, pois não visou lugares onde houvesse concentração de tropas ou fortificações, causou profunda indignação no povo campineiro.”<a href="#_ftn1" name="_ftnref1"><strong>[1]</strong></a></em></p>
<p><em> </em>A repercussão da morte de Aldo Chioratto começou no dia 24 de setembro de 1930, quando Raul Laranjeira, exímio violinista, premiado na Europa e que havia se incorporado ao “Batalhão Diocesano”, sediado no Interior do Estado, se propõe a fazer assim que possível um concerto e reverter a renda para a família da criança de 9 anos.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2"><em><strong>[2]</strong></em></a></p>
<p>Nas comemorações de 23 de maio de 1966, Dia da Juventude Constitucionalista” e quando das solenidades de transferência dos restos mortais de Aldo para o Obelisco do Ibirapuera, Guilherme de Almeida, de forma emocionada escreveu lindos versos no jornal Estado de São Paulo:</p>
<p><em>Vem de Campinas — a minha Campinas dos jequitibás — o herói criança – Aldo Chioratto –verde vergôntea da árvore velha que vergastada por vendaval manda a mensagem que eu adivinho e que em alguém por mim somente em épica língua é capaz de exprimir, o exprime assim:</em></p>
<p><em>Tu. infante imolado, tenro caule,</em></p>
<p><em>de raríssima arvore cortado,</em></p>
<p><em>Muda plantada que ora aqui floresce.</em></p>
<p><em>Deixando lá, na cicatriz do cerne,</em></p>
<p><em>Promessa de altas florações futuras!”<a href="#_ftn3" name="_ftnref3"><strong>[3]</strong></a></em></p>
<p>No dia 24 de setembro, o correspondente do Diário Nacional narra desta maneira o bombardeio em Campinas:</p>
<p><em>“Hoje, precisamente às 12:25 horas, dois aviões da ditadura, voando por sobre Campinas, não demoraram a dar sinais de que, em cumprimento dos seus monstruosos propósitos, vinham para hostilizar a cidade.</em></p>
<p><em>Para logo, entretanto, sumir das vistas do povo ansioso um dos sinistros mensageiros alados do crime e da irresponsabilidade, atocaiado como feras, numa das mais belas capitais do mundo&#8230;</em></p>
<p><em>Outro, porém, librando-se a uma altura, calculada, de 2.000 metros, aqui ficava a corvejar, ameaçadoramente.</em></p>
<p><em>Tivemos ocasião de observar, aos primeiros bufos dos aeroplanos, as precauções que à população toma a fim de se preservar, o mais possível, aos efeitos do bombardeio aéreo. Estamos na praça Bento Quirino. Ali está a estátua do Carlos Gomes, o gênio da harmonia brasileira, a afrontar impassível, simbólico, a fúria assassinados “azes” ditatoriais. Mas, os transeuntes se recolhem à primeira porta que ainda encontram aberta. Todas as casas com as suas portas e janelas cerradas. Tudo, porém, sem correria, nem gritos, nem inúteis gestos desordenados. Opressos e indignados, os campineiros esperam estoicamente a vil agressão dos ícaros infernais.</em></p>
<p><em>Os céus, pejados de nuvens escuras, como que envolvem numa proteção tenebrosa a ronda dos malditos bombardeadores de mulheres, velhos, crianças e enfermos.</em></p>
<p><em>De repente, o primeiro assovio e o primeiro estrondo: é o traiçoeiro delírio de matar, de destruir, de arrasar! Ao emergir do bojo negro de uma nuvem, lá despejara o aviador inimigo o seu cartão de visita, certamente decorado com os brasões do “Clube 3 de Outubro”&#8230;</em></p>
<p><em>E, as negaças! E as evoluções! E o ir e vir desse pássaro da morte, e seus arrabaldes: cinco dos quais em pleno perímetro urbano, em um raio de 500 metros, pouco mais ou menos, no derredor da estação da Paulista.</em></p>
<p><em>Os petardos atirados fora do perímetro urbano não causaram estragos nenhum. Dos que atingiram as  imediações da gare ferroviária, três vieram explodir à travessa Monte-Mór, na Villa Industrial, duas das quais em meio da rua, razão pela qual não provocaram estragos nem vítimas. A terceira, porém, veio rebentar em cheio no prédio número 74 daquela travessa, aluindo-o quase totalmente.</em></p>
<p><em>Não fora a precaução de seus moradores, que são o senhor Antolin Fernandez, maquinista da Mogiana, e sua mulher, e teríamos a lamentar, sem dúvida, vítimas pessoais. Apesar de encontrar-se no próprio domicílio, o senhor Antolin escapou aos terríveis efeitos da bomba de modo verdadeiramente providencial: metera-se por debaixo de uma mesa, que resistiu à compressão do telhado e paredes desmoronados. Quanto à esposa do maquinista, esta se havia retirado para casa de uma família vizinha à aproximação dos aviões inimigos&#8230;</em></p>
<p><em>Duas outras bombas, explodindo em meio da rua 24 de Maio, também na Vila Industrial, não fizeram vítimas pessoais nem estragos materiais de monta. Eis a obra dos outubristas, a quem o demônio emprestou suas asas!</em></p>
<p><em>Não deixemos de assinalar, ainda, o alcance de mais este fato, determinado pelo desumano bombardeio de Campinas: à hora em que ele se verificou, hoje, a estação da Paulista se achava repleta de famílias inteiras e civis de todas as qualificações sociais, à espera do trem que os conduziria para São Paulo.<a href="#_ftn4" name="_ftnref4"><strong>[4]</strong></a></em></p>
<p>Oito dias depois deste evento em uma negociação na cidade de Cruzeiro, em 2 de outubro de 1932, aconteceu o final do conflito com o armistício assinado pelo General Pedro de Aurélio Góis Monteiro.</p>
<p>Foi então,  designando um interventor para o estado de São Paulo, o general Valdomiro Castilho de Lima.</p>
<p>Em Campinas, no sábado, dia 18 de agosto de 1934, o prefeito nomeado Perseu Leite de Barros, se prepara para a grande inauguração do monumento a Campos Salles e o interventor nomeado por Getúlio Vargas, o engenheiro Armando de Sales Oliveira, resolve aproveitar-se deste evento para reconciliar mais uma vez a alma campineira e paulista com o governo central do Brasil.</p>
<p>Os jornais anunciaram com bastante antecedência a programação da vinda do interventor para Campinas. Mas o fato é que Campos Salles foi esquecido nesta inauguração, que teve diversos outros campineiros enaltecidos como Fernão Salles, Joaquim Bonifácio do Amaral, além de politicamente o interventor utilizar a inauguração para prestar contas de um ano do seu governo no Estado de São Paulo.</p>
<p>O Interventor Armando de Sales Oliveira anuncia previamente pelos jornais a sua agenda em Campinas:</p>
<ul>
<li>Partida pela manhã da estação da Luz em trem especial.</li>
<li>Chegada a Jundiaí com salva de 21 tiros de morteiro e partida anunciada para Campinas com 1 tiro de morteiro.</li>
<li>Em Jundiaí esperarão o Interventor os senhores, Doutor Horácio Antonio da Costa, Doutor Theodureto de Camargo, Doutor Sylvino de Godoy, Claudio Celestino Soares, Aníbal de Freitas, professor José Villagelin Netto, membros do diretório local do Partido Constitucionalista.</li>
<li>O tenente coronel Tenório de Brito, comandante do 8° Batalhão de Polícia de Campinas, prestará ao Interventor as continências de estilo acompanhado do corpo discente das escolas, casas de ensino e associações.</li>
<li>Às 13:00 horas após a chegada, o Interventor e sua comitiva caminharão até o Largo do Rosário &#8211; Praça Visconde de Indaiatuba, passando pelas ruas 13 de maio, Francisco Glicério, Conceição e Barão de Jaguara.</li>
<li>No largo do Rosário, Armando de Salles Oliveira fará a entrega do monumento a Campos Salles, ocasião em que discursarão Carlos Francisco de Paula pela municipalidade, doutor José Pereira da Cunha pelo Centro de Ciências Letras e Artes e, em nome da família de Campos Salles, o doutor Luiz Pizza Sobrinho.</li>
<li>Três aviões “Corsário” do exército, um de passageiros da Vasp e um planador do Aeroclube de São Paulo voarão sobre a praça atirando flores.</li>
<li>No Centro de Ciências, Letras e Artes estarão expostas as relíquias de Campos Salles pertencentes ao Museu daquela agremiação.</li>
<li>Das 14:40 às 15:40 recepção na Prefeitura Municipal, onde o Interventor será homenageado pelo Presidente do Conselho Municipal, doutor Carlos Stevenson.</li>
<li>Visita à Escola Normal e Escola Profissionalizante Bento Quirino onde farão uso das palavras os professores José Villagelin Netto e José Minervino. Na Escola Profissionalizante Bento Quirino serão inauguradas as oficinas de fundição.</li>
<li>Visita ao Centro de Ciências Letras e Artes onde discursará o professor Nelson Omegna.</li>
<li>Às 20:30 no Teatro Municipal acontecerá um banquete para 500 talheres oferecido pelo Partido Constitucionalista, que reservará ao Doutor Paulo de Castro Pupo Nogueira o discurso de saudação ao Interventor e sua comitiva, assim como será reservado tempo para o discurso do representante do 6º Distrito Eleitoral, Doutor Antenor Candra.</li>
<li>Após o banquete, um grandioso baile será oferecido pela Sociedade Campineira ao Interventor e sua comitiva.<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a></li>
</ul>
<p>O monumento a Campos Salles não ficaria no largo do Rosário, compartilhando a praça Visconde de Indaiatuba com o povo de Campinas, por muito tempo. Com a publicação da Lei 1457, de abril de 1956, inicia-se o alargamento da Francisco Glicério, a demolição da Igreja do Rosário e sua reconstrução no bairro do Castelo e um concurso para fazer da praça Visconde de Indaiatuba um centro Cívico, um local oficial para manifestações de civismo aberto à comunidade campineira. Foi eleito o projeto do arquiteto campineiro Renato Righetto, que trazia uma nova e moderna concepção, onde não haveria espaço para o monumento.</p>
<p>O Monumento foi retirado da praça, mutilado, pois perdeu sua base de granito, o que valeu um rebaixo de mais de um metro de altura e acabou sendo transferido para um espaço menor do que o local onde estava assentado. Uma rotatória nas confluências da Rua Onze de Agosto, Avenida dos Expedicionários e Avenida Campos Salles.</p>
<p>A transferência gerou discussão na imprensa e na sociedade campineira e ocasionou até ação judicial em fevereiro de 1960 por parte do escultor Yolando Mallozi, que pediu reparação pela retirada da base do monumento. Processo em que o escultor do monumento teve ganho de causa e mesmo assim o monumento permaneceu no mesmo lugar, contrariando a decisão judicial.<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a></p>
<p>A revolução de 1932 terminou, Campinas teve o seu monumento, se aliou ao progresso desmedido das grandes metrópoles e a escultura do personagem Manuel Ferraz de Campos Salles, sentado ao pé da estação, vai dia a dia sendo esquecida e o seu nome desconhecido em sua própria terra.</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a>Jornal O Estado de São Paulo Edição 19287 de 19 de setembro de 1932página 1</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Jornal O Estado de São Paulo Edição 19292 de 24 de setembro de 1932 página 2</p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Jornal o Estado de São Paulo Edição 27943 de 24 de maio de 1966 página 2</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Jornal Diário Nacional Edição 01579 de 25 de setembro de 1932 páginas1 e 3</p>
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Jornal Correio de São Paulo Edição 00676 de 17 de Agosto de 1934 página 2</p>
<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> De Casaca ao Pé da Estação – História do Monumento a Campos Salles – Dissertação de Mestrado de apresentada por Ana Rita Uhle no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas.</p>



<p class="has-text-align-right">Genaro Campoy Scriptore é Administrador de Empresas e membro do Conselho Fiscal do CCLA</p>



<p class="has-text-align-right"></p>
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