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	<title>Cinema | CCLA</title>
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	<description>Centro de Ciências, Letras e Artes</description>
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	<title>Cinema | CCLA</title>
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		<title>Emoção na abertura da exposição “65 Anos de Cinema de Arte em Campinas”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CCLA - Centro de Ciências, Letras e Artes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2015 16:57:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias do CCLA]]></category>
		<category><![CDATA[65 anos de Cinema de Arte em Campinas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com muita emoção, foi inaugurada no dia 15 de julho a Exposição &#8220;65 anos de...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com muita emoção, foi inaugurada no dia 15 de julho a Exposição &#8220;65 anos de Cinema de Arte em Campinas&#8221;. Muitos diretores do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) e cinéfilos estavam presentes na cerimônia, que não deixou de ser um tributo ao presidente da instituição, Marino Ziggiatti, um dos responsáveis pela introdução do cinema de arte na cidade. Abaixo, um texto do curador da exposição, o jornalista João Antônio Buhrer de Almeida, sobre o seu trabalho em montar o projeto.</p>
<figure id="attachment_320" aria-describedby="caption-attachment-320" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-185.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-320" src="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-185-300x224.jpg" alt="Muitos cinéfilos e personalidades do mundo cultural de Campinas na abertura da exposição (Foto José Pedro Martins)" width="300" height="224" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-185-300x224.jpg 300w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-185-1024x768.jpg 1024w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-320" class="wp-caption-text">Muitos cinéfilos e personalidades do mundo cultural de Campinas na abertura da exposição (Foto José Pedro Martins)</figcaption></figure>
<p><strong>História de uma paixão pelo cinema e pela cultura</strong></p>
<p><strong>Por João Antônio Buhrer de Almeida</strong></p>
<p>Para contar a história do <strong>Cinema de Arte</strong> em Campinas esta exposição teve que necessariamente falar de <strong>Marino Ziggiatti</strong>. Por seu intermédio, e através de seu entusiasmo, pôde se exibir em Campinas muitos filmes de arte que dificilmente seriam projetados na rede comercial de cinemas. Com este senhor, hoje quase nonagenário, praticamente definiu-se na cidade o conceito de cineclube. Estou falando da data de 1950, quando Marino voltou a Campinas e começou a se envolver com cineclubismo. Participou ativamente das organizações que serão tratadas nessa exposição: o <em>Clube de Cinema da Associação Campinense</em> de Imprensa,o Cineclube da <em>Sociedade Reunidas</em> e a criação do <em>Departamento de Cinema do Centro de Ciências Letras e Artes</em>.</p>
<figure id="attachment_321" aria-describedby="caption-attachment-321" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-156.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-321" src="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-156-224x300.jpg" alt="O jornalista João Antônio Buhrer de Almeida, curador da exposição" width="224" height="300" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-156-224x300.jpg 224w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-156-768x1024.jpg 768w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-156.jpg 1704w" sizes="(max-width: 224px) 100vw, 224px" /></a><figcaption id="caption-attachment-321" class="wp-caption-text">O jornalista João Antônio Buhrer de Almeida, curador da exposição</figcaption></figure>
<p>Marino Ziggiati nasceu em 1926 e fez seus primeiros estudos em Campinas. Em 1942 mudou-se para São Paulo para o estudo superior. Em 1945 iniciou seu curso de engenharia, mas paralelamente descobriu que também se interessava por arte. Começou a frequentar as sessões de cinema do <em>Museu de Arte de São Paulo</em>, na rua Sete de Abril, que no futuro seria mais conhecido como <em>MASP</em>. Lá conviveu com críticos e intelectuais que estavam começando a valorizar o cinema como obra de arte no Brasil. Ali se formou um núcleo que depois iria fundar em 1952 a <em>Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo</em>, que mudaria de nome para <em>Cinemateca Brasileira</em> em 1955. Convivendo com Paulo Emilio Salles Gomes e intelectuais do cinema, foi fisgado definitivamente para o dito Cinema de Arte. Quando terminou a engenharia e voltou para Campinas em 1950 concluiu que não poderia atuar apenas como engenheiro, e ocupou-se também da arquitetura e do cineclubismo. Segundo ele a arquitetura era e é uma profissão que tem relações mais diretas com a arte. O interesse pelo cinema continuou e só fez aumentar ao longo dos anos seguintes.</p>
<figure id="attachment_322" aria-describedby="caption-attachment-322" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-199.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-322" src="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-199-300x224.jpg" alt="Luiz Carlos Ribeiro Borges faz a abertura oficial da exposição (Foto José Pedro Martins) " width="300" height="224" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-199-300x224.jpg 300w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-199-1024x768.jpg 1024w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-322" class="wp-caption-text">Luiz Carlos Ribeiro Borges faz a abertura oficial da exposição (Foto José Pedro Martins)</figcaption></figure>
<p>Em 1950 se aproximou de Bráulio Mendes Nogueira e a ele sugeriu exibirem em Campinas a obra <strong>João da Mata</strong>(1923), filme antológico, de Amilar Alves, que estava esquecido. Era um clássico do cinema mudo; do chamado <em>Ciclo Campineiro deCinema</em>. Bráulio criou então o cineclube <strong>Clube de Cinema da ACI</strong>, ligado à <em>Associação Campinense de Imprensa</em>. <em>Um dos produtores de João da Mata</em> tinha sido José Ziggiatti, pai de Marino, e as latas do filme estavam esquecidas embaixo de uma escada de sua casa. A fita foi passada com enorme sucesso em Campinas, no Teatro Municipal, neste mesmo ano de 1950. Marino continuou colaborando com este cineclube, organizou a exibição de mais dois filmes, portanto esteve envolvido profundamente com este pioneiro cineclube, extinto ainda naquele ano de 1950, por Bráulio. Assim o Cinema de Arte começou a dar seus primeiros passos na cidade,</p>
<p>No ano seguinte Marino se filiou à <strong>Sociedade Reunidas</strong>, como engenheiro arquiteto. Era uma associação de classes, congregando advogados, médicos e engenheiros. Ele descobriu numa das salas da entidade um projetor de 16 mm, que não estava sendo utilizado. Criou ali naquele momento uma espécie de cineclube informal, que funcionou ao longo de 1952, mas que não chegou a ter um nome propriamente dito. Passou ali dezenas de filmes, da maior relevância cultural.( Há nesta exposição um documento com a relação dos filmes que foram exibidos nesta associação.)</p>
<figure id="attachment_323" aria-describedby="caption-attachment-323" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-131.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-323" src="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-131-224x300.jpg" alt="Cartaz do ciclo que marcou os dez anos de cinema de arte, promovido pelo CCLA em 1965 (Foto José Pedro Martins)" width="224" height="300" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-131-224x300.jpg 224w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-131-768x1024.jpg 768w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-131.jpg 1704w" sizes="auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px" /></a><figcaption id="caption-attachment-323" class="wp-caption-text">Cartaz do ciclo que marcou os dez anos de cinema de arte, promovido pelo CCLA em 1965 (Foto José Pedro Martins)</figcaption></figure>
<p>Em 1952 já o vemos atuando no <em>CCLA</em>. Muitos dos filiados da <em>Sociedade Reunidas</em> também eram ligados a esta entidade, e assim surgiu o convite pra que ele fosse organizar o cineclube desta centenária instituição de Campinas. Quando chegou ao <em>CCLA </em>Marino já começou a organizar o que seria o futuro <strong>Departamento de Cinema do CCLA</strong>. Retomou contato com a Cinemateca, cujos membros já conhecia de São Paulo, como também se aproximou da rede de cineclubes que já existia no estado e por todo o país. Fez amizade com Carlos Vieira, que foi um dos organizadores desta rede de cineclubes, até que culminou em setembro de 1955 com a criação efetiva do <em>Departamento de Cinema do CCLA</em>.</p>
<p>Esse departamento de cinema funcionou efetivamente como um cineclube, produziu cursos sobre cinema, ciclos, festivais e exibição de filmes. Seu primeiro ciclo foi <strong>10 Anos de Cinema de Arte</strong>, em outubro de 1955. A partir daí grandes nomes como Carlos Vieira, Gustavo Dahl, Jean Claude Bernadet, Rudá Andrade, Paulo Emilio Salles Gomes passaram a vir a Campinas proferir palestras e debates sobre filmes. Foram exibidas ciclo de filmes importantes, como os de Fellini, Albert Lamorisse, Cinema Infantil, Revisão do Cinema Italiano e Cinema Francês. A ligação desse Departamento de Cinema com a Cinemateca e os cineclubes aumentou, permitindo assim que a sociedade campinense pudesse ver filmes que muito dificilmente seriam exibidos nos cinemas locais. Era um tempo em que só podíamos ver filmes nos cinemas, não havia DVD, fita de vídeo, muito menos o Youtube. Um cineclube passando filmes de arte era, portanto, um oásis.</p>
<figure id="attachment_324" aria-describedby="caption-attachment-324" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-141.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-324" src="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-141-300x224.jpg" alt="Vários dos documentos reunidos na exposição" width="300" height="224" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-141-300x224.jpg 300w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-141-1024x768.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-324" class="wp-caption-text">Vários dos documentos reunidos na exposição</figcaption></figure>
<p>Nos anos 1960 Marino e o <em>Departamento de Cinema</em> continuam a todo vapor, produzindo ciclos e mais ciclos, exibiu-se, por exemplo, em 1967 o filme <strong>Cidadão Kane</strong>, abrindo uma série chamada de <em>Cinema de Arte</em>. Na época o filme de Welles era pouco conhecido, poucos se aventuravam a exibi-lo nos cinemas comerciais. Em 1965 surgiu o <strong>Cineclube Universitário de Campinas</strong>, que também se utilizou das dependências do <em>CCLA</em>, fiel parceiro destes jovens cineclubistas.Os integrantes deste grupo foram Rolf Luna Fonseca, Luís Carlos Borges e Days Fonseca. Permaneceram ligados ao CCLA até o encerramento daquele Cineclube, em 1974.</p>
<p>Já nos anos 1970 Marino sentiu que os ventos do cinema de arte estavam soprando para o <strong>Cinema Super8</strong>, que era o formato comum na época. Nesta bitola de 8 mm estava se produzindo cinema de arte e ou cinema experimental. Através do apoio dos mesmos amigos da Cinemateca, Maurice Capoville, Jean Claude Bernadet e Rudá Andrade, Marino criou os <strong>Festivais Nacionais de Super 8</strong> da cidade, que duraram de 1974 a 1983. Eventos que alcançaram repercussão nacional, os olhos dos jovens cineastas naquele período estavam todos voltados para a cidade. Paralelamente a isto não descuidava do cineclubismo e da exibição de filmes longas de arte no <em>CCLA</em>. Toda esta relação do <em>Departamento de Cinema do CCLA</em> com cinema de arte culminou em 1975 com a 9ª Jornada Nacional do Cineclubismo, que trouxe para a cidade os cineclubistas de todo país. Um marco na história cultural da cidade.</p>
<figure id="attachment_325" aria-describedby="caption-attachment-325" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-177.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-325" src="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-177-300x224.jpg" alt="Exposição apresenta informações sobre outros cineclubes históricos no Brasil (Foto José Pedro Martins)" width="300" height="224" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-177-300x224.jpg 300w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-177-1024x768.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-325" class="wp-caption-text">Exposição apresenta informações sobre outros cineclubes históricos no Brasil (Foto José Pedro Martins)</figcaption></figure>
<p>Dos anos 1980/1990 aos dias que seguem, o <em>Departamento de Cinema</em> continuou atuando, tendo realizado ciclos importantes, como do cinema alemão, iraniano, italiano e ficção científica. Hoje, Marino tem o sonho de produzir um festival de cinema digital, que parece ser a mídia de nossos tempos, como nos anos 1970 tinha sido o Super 8.</p>
<p>Esta exposição, sob minha curadoria, foi feita toda com depoimentos colhidos de Marino Ziggiatti, que me procurou com muita urgência propondo organizar tal evento. Usei seu arquivo pessoal como também do <em>CCLA</em>. Minha ideia básica foi estabelecer uma linha do tempo, pontuando-a com documentos que ilustrassem as passagens mais relevantes do cineclubismo em Campinas. Desconheço, e não foi objeto da mostra, a existência de outros cineclubes que possam ter existido em Campinas, antes do período que abordo. Coloquei como ponto inicial o <strong>Clube de Cinema da ACI</strong>, de 1950. Depois o cineclube informal da <strong>Sociedade Reunidas</strong>,1951/1952. Em seguida o cineclube <strong>Departamento de Cinema do CCLA</strong>, que surgiu oficialmente em 1955, embora já existisse desde 1952. A história deste Cineclube vem até nossos dias. Evidentemente que surgiram nos anos 1960/1970 e até os dias de hoje outros cineclubes pela cidade, mas não são retratados nesta exposição. É uma outra história, que precisa também ser contada. A exposição pretendeu apenas fazer apontamentos sobre o tema. Tomara que outros pesquisadores debrucem-se sobre o assunto e o estudem com mais profundidade. O tempo de pesquisa desta mostra, entre o pedido de Marino e a abertura efetiva, foi de exatos dois meses redondos.</p>
<figure id="attachment_326" aria-describedby="caption-attachment-326" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-154.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-326" src="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-154-224x300.jpg" alt="Folha original, com lista de filmes de arte exibidos na década de 1950 em Campinas (Foto José Pedro Martins)" width="224" height="300" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-154-224x300.jpg 224w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-154-768x1024.jpg 768w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/07/ArteCCLA-154.jpg 1704w" sizes="auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px" /></a><figcaption id="caption-attachment-326" class="wp-caption-text">Folha original, com lista de filmes de arte exibidos na década de 1950 em Campinas (Foto José Pedro Martins)</figcaption></figure><p>The post <a href="https://ccla.org.br/2015/07/emocao-na-abertura-da-exposicao-65-anos-de-cinema-de-arte-em-campinas/">Emoção na abertura da exposição “65 Anos de Cinema de Arte em Campinas”</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>CCLA comemora e discute os 65 anos do cinema de arte em Campinas</title>
		<link>https://ccla.org.br/2015/07/ccla-comemora-e-discute-os-65-anos-do-cinema-de-arte-em-campinas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[CCLA - Centro de Ciências, Letras e Artes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2015 21:13:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias do CCLA]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Cinema do CCLA em 1955]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) vai celebrar na próxima quarta-feira, 15 de...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) vai celebrar na próxima quarta-feira, 15 de julho, com uma exposição que será aberta às 16 horas, os 65 anos do início das discussões sobre o cinema como expressão cultural e estética em Campinas. Com curadoria de João Antônio Buhrer de Almeida, a exposição “65 anos de cinema de arte em Campinas” vai documentar o período, que teve a contribuição fundamental do engenheiro Marino Ziggiatti, atual presidente do CCLA e que também foi um dos responsáveis pela fundação, há 60 anos, do Departamento de Cinema da instituição. De uma vez o CCLA vai comemorar, portanto, dois marcos, para a história do cinema, do cineclubismo e da cultura na cidade.</p>
<p>Marino Ziggiatti nasceu em Campinas, em 1926, e fortaleceu sua paixão pelo cinema quando estudava Engenharia no Mackenzie, em São Paulo. Na capital paulista, conheceu e cultivou muitos nomes ligados ao cinema no Brasil, como o crítico Paulo Emilio Salles Gomes. O campineiro frequentava os cursos de cinema oferecidos no MASP, conhecidos por formar gerações de cinéfilos com visão crítica e ansiosos pela produção nacional e internacional.</p>
<p>Após formar-se em 1945, ano final da Segunda Guerra Mundial, Marino volta a Campinas em 1950, e passa a comentar sobre filmes e artistas com outros membros da Sociedade Reunidas, uma organização que agrupava médicos, engenheiros e advogados. Em um encontro na Sociedade Reunidas, o engenheiro recém-formado recebeu um convite de Roberto Pinto de Moura, para fundar e dirigir o Departamento de Cinema do CCLA, o que ocorreria em 1955. Outra amizade importante foi com o jornalista Bráulio Mendes Nogueira, que em 1950 criou o Clube de Cinema da Associação Campineira de Imprensa (ACI).</p>
<p>O Departamento de Cinema do CCLA, sob a direção de Ziggiatti, promoveu mais de 400 exibições dos maiores clássicos do cinema, da Nouvelle Vague francesa ao Neorealismo italiano, passando pelo cinema japonês, americano, russo e, recentemente, iraniano, entre outros. Durante uma década, entre 1974 e 1983, o Departamento de Cinema promoveu um festival nacional de super-8 .</p>
<p>O amor pelo cinema está no sangue. O pai de Marino, José Ziggiatti, foi um dos produtores do filme &#8220;João da Matta&#8221;, de Amilar Alves, de 1923. Latas dos filmes estavam esquecidas sob uma escada na casa do pai e &#8220;João da Matta&#8221; foi novamente exibido, por Marino, em 1950, deflagrando a discussão sobre cinema de arte na cidade. Uma trajetória de 65 anos.</p><p>The post <a href="https://ccla.org.br/2015/07/ccla-comemora-e-discute-os-65-anos-do-cinema-de-arte-em-campinas/">CCLA comemora e discute os 65 anos do cinema de arte em Campinas</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Departamento de Cinema do CCLA: filmes, festivais e cursos pela Sétima Arte</title>
		<link>https://ccla.org.br/2015/04/departamento-de-cinema-do-ccla-filmes-festivais-e-cursos-pela-setima-arte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[CCLA - Centro de Ciências, Letras e Artes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2015 18:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias do CCLA]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Cinema do CCLA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A revolução promovida pelo russo Serguei Eisenstein, como em &#8220;A Greve&#8221;, &#8220;Outubro&#8221; e, principalmente, &#8220;O...</p>
<p>The post <a href="https://ccla.org.br/2015/04/departamento-de-cinema-do-ccla-filmes-festivais-e-cursos-pela-setima-arte/">Departamento de Cinema do CCLA: filmes, festivais e cursos pela Sétima Arte</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A revolução promovida pelo russo Serguei Eisenstein, como em &#8220;A Greve&#8221;, &#8220;Outubro&#8221; e, principalmente, &#8220;O Encouraçado Potemkin&#8221;, mas também os filmes do Neorrealismo italiano, da Nouvelle Vague francesa e do Cinema Novo brasileiro. Estas foram algumas das escolas que o Departamento de Cinema do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) praticamente apresentou para Campinas, onde formou gerações de cinéfilos.</p>
<p>O Departamento de Cinema do CCLA foi criado em 1952 por Marino Ziggiatti, que acabou sendo seu diretor por muitos anos. Atual presidente do CCLA, Ziggiatti entrou em contato com o mundo do cinema de qualidade quando era estudante de engenharia no Mackenzie, em São Paulo. Frequentou cursos de cinema no Museu de Arte de São Paulo, onde conheceu nomes como o crítico Paulo Emilio Salles Gomes.</p>
<p>Em Campinas, Marino comentava sobre filmes e artistas com outros membros da Sociedade Reunidas, uma organização que agrupava médicos, engenheiros e advogados. Pois em uma reunião na Sociedade Reunidas o engenheiro recém-formado recebeu um convite de Roberto Pinto de Moura, para fundar e dirigir o Departamento de Cinema do CCLA.</p>
<p>Campinas contava com algumas salas de cinema, como do Voga (de 1941), o Carlos Gomes (de 1947) e o Windsor. Mas faltava um espaço para operar como verdadeiro cineclube, com exibição de filmes e debates, o que se materializou com a criação do Departamento de Cinema do CCLA, em 1952, tendo Marino Ziggiatti à frente.</p>
<p>Marino e o poeta e escritor Eulálio Brito foram os suportes do Departamento durante muitos anos. Os contatos de Ziggiatti com a Cinemateca Brasileira, fundada por Paulo Emilio Salles Gomes, foram frutíferos, viabilizando a vinda para Campinas de muitos filmes nacionais e estrangeiros.</p>
<p>Durante sete anos, o Departamento de Cinema atuou muito próximo do Cine-Clube Universitário de Campinas (CCUC), fundado a 19 de março de 1965, com Ribeiro Borges e Dayz Fonseca à frente. O CCUC encerrou suas atividades em 1973.</p>
<p>O Departamento também promoveu vários cursos de cinema, tendo como professores o próprio Paulo Emilio Salles Gomes e Rudá Andrade, o filho de Oswald e Patrícia “Pagu” Galvão, ente outros.</p>
<p>Entre 1973 e 1983, o Departamento promoveu um dos mais importantes festivais de Super-8 do Brasil. “Muitos filmes eram censurados, mas eu dava um jeito e passava todos”, lembra Marino Ziggiatti.</p>
<p>No total, mais de 400 filmes exibidos pelo Departamento de Cinema do CCLA. E as atividades do Centro de Ciências, Letras e Artes na área do cinema prosseguem. Em 2014, o CCLA realizou uma exposição sobre Federico Fellini (1920-1993), com a curadoria de João Antônio Buhrer de Almeida.  O cinema sempre presente no CCLA, que guarda relíquias como um projetor da marca francesa Pathé. História e futuro, juntos.</p><p>The post <a href="https://ccla.org.br/2015/04/departamento-de-cinema-do-ccla-filmes-festivais-e-cursos-pela-setima-arte/">Departamento de Cinema do CCLA: filmes, festivais e cursos pela Sétima Arte</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>CCLA lembra 50 anos do Cine-Clube Universitário de Campinas</title>
		<link>https://ccla.org.br/2015/04/ccla-lembra-50-anos-do-cine-clube-universitario-de-campinas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[CCLA - Centro de Ciências, Letras e Artes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2015 18:03:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias do CCLA]]></category>
		<category><![CDATA[Cine-Clube Universitário de Campinas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muita emoção na lembrança dos 50 anos do Cine-Clube Universitário de Campinas (CCUC). Um evento...</p>
<p>The post <a href="https://ccla.org.br/2015/04/ccla-lembra-50-anos-do-cine-clube-universitario-de-campinas/">CCLA lembra 50 anos do Cine-Clube Universitário de Campinas</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muita emoção na lembrança dos 50 anos do Cine-Clube Universitário de Campinas (CCUC). Um evento para marcar a data foi realizado no auditório do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), no dia 19 de março, com a presença de alguns dos fundadores do CCUC, que contribuiu para formar uma geração de admiradores críticos do cinema de alta qualidade.</p>
<figure id="attachment_284" aria-describedby="caption-attachment-284" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0018.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-284" src="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0018-300x199.jpg" alt="Luiz Carlos Ribeiro Borges, um dos co-criadores e primeiro presidente do CCUC" width="300" height="199" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0018-300x199.jpg 300w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0018-1024x682.jpg 1024w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0018.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-284" class="wp-caption-text">Luiz Carlos Ribeiro Borges, um dos co-criadores e primeiro presidente do CCUC</figcaption></figure>
<p>O encontro foi aberto pelo presidente do CCLA, Marino Ziggiatti, que na década de 1950 havia criado e dirigido o Departamento de Cinema da organização. Em seguida, falou Luiz Carlos Ribeiro Borges, um dos co-criadores e primeiro presidente do Cine-Clube Universitário de Campinas, que narrou a experiência que qualificou como “vivenciar uma utopia”.</p>
<figure id="attachment_285" aria-describedby="caption-attachment-285" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0095xxxx.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-285" src="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0095xxxx-300x211.jpg" alt="Exposição que complementou lembrança dos 50 anos do CCUC, incluindo acervo dos jornais produzidos pelo Cine-Clube" width="300" height="211" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0095xxxx-300x211.jpg 300w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0095xxxx-1024x723.jpg 1024w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0095xxxx.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-285" class="wp-caption-text">Exposição que complementou lembrança dos 50 anos do CCUC, incluindo acervo dos jornais produzidos pelo Cine-Clube</figcaption></figure>
<p>Em seguida, a pesquisadora Natasha Hernandez Almeida resumiu a sua dissertação de mestrado, defendida na Universidade Federal de São Carlos, exatamente sobre “O Cineclube Universitário de Campinas (1965-1973)”. A programação foi complementada com a exibição dos três filmes de curta metragem produzidos pelo CCUC e com homenagens aos idealizadores da instituição, como o próprio Luiz Carlos Ribeiro Borges, Dayz Fonseca e Rolf de Luna Fonseca.</p>
<figure id="attachment_286" aria-describedby="caption-attachment-286" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0309.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-286" src="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0309-300x199.jpg" alt="A pesquisadora Natasha Hernandez Almeida falou sobre sua tese de mestrado" width="300" height="199" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0309-300x199.jpg 300w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0309-1024x682.jpg 1024w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0309.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-286" class="wp-caption-text">A pesquisadora Natasha Hernandez Almeida falou sobre sua tese de mestrado</figcaption></figure>
<p>No auditório, várias pessoas que contribuíram para o CCUC em seu momento histórico e, também, para o cinema de modo geral em Campinas. Caso do professor José Alexandre dos Santos Ribeiro, que deu aulas durante muitos anos na PUC-Campinas, universidade onde o Cine-Clube Universitário floresceu e atuou, entre 1965 e 1973.</p>
<figure id="attachment_287" aria-describedby="caption-attachment-287" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0317.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-287" src="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0317-300x199.jpg" alt="Na plateia, nomes como José Alexandre dos Santos Ribeiro, Henrique de Oliveira Júnior e Duílio Battistoni Filho " width="300" height="199" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0317-300x199.jpg 300w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0317-1024x682.jpg 1024w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/04/CineClubeCCLA_0317.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-287" class="wp-caption-text">Na plateia, nomes como José Alexandre dos Santos Ribeiro, Henrique de Oliveira Júnior e Duílio Battistoni Filho</figcaption></figure>
<p>Outra presença importante na plateia era a de Henrique de Oliveira Junior, responsável pela filmagem e parte técnica dos três filmes produzidos no âmbito do CCUC: “Um Pedreiro”, de 1966, dirigido por Dayz Peixoto Fonseca, e que recebeu o prêmio de Melhor Filme Brasileiro no Festival Experimental Latino-Americano, em São Paulo; “O Artista”, de Luiz Carlos Ribeiro Borges, de 1967; e “Dez jingles para Oswald de Andrade”, de Rolf de Luna Fonseca, com roteiro de Décio Pignatari, de 1972, um ano antes do encerramento das atividades do CCUC, que havia cumprido com brilho a sua missão.</p><p>The post <a href="https://ccla.org.br/2015/04/ccla-lembra-50-anos-do-cine-clube-universitario-de-campinas/">CCLA lembra 50 anos do Cine-Clube Universitário de Campinas</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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