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	<title>Ideias | CCLA</title>
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	<description>Centro de Ciências, Letras e Artes</description>
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	<title>Ideias | CCLA</title>
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		<title>Presidente da Sanasa apresenta projetos para segurança hídrica em Campinas</title>
		<link>https://ccla.org.br/2015/06/presidente-da-sanasa-apresenta-projetos-para-seguranca-hidrica-em-campinas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[CCLA - Centro de Ciências, Letras e Artes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2015 22:28:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias do CCLA]]></category>
		<category><![CDATA[Sanasa no CCLA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Centro de Ciências, Letras e Artes tem tradição no debate ambiental. O primeiro número...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Centro de Ciências, Letras e Artes tem tradição no debate ambiental. O primeiro número da Revista do CCLA, de 1902, teve como tema central a “Devastação das Matas em São Paulo”. Pois o grande tema ambiental atual, a crise hídrica no estado de São Paulo e outros estados brasileiros, foi o tema de palestra no último dia 27 de maio, no auditório do CCLA, com o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romeo. A Sanasa é a empresa municipal de água e saneamento de Campinas. Ele esteve no Centro acompanhado do diretor técnico da Sanasa, Marco Antônio dos Santos</p>
<p>Romeo observou que, durante a grave crise hídrica de 2014, Campinas teve apenas problemas pontuais na distribuição de água durante alguns dias em outubro. O dirigente destacou que o município vem empenhando todos esforços para que a médio e longo prazos alcance a desejada e apropriada segurança hídrica. Para isso, tem investido na construção de novos reservatórios de água limpa e está identificando áreas que possam receber um grande reservatório de água bruta, uma barragem que sirva como alternativa de abastecimento em caso de forte estiagem que afete o rio Atibaia, onde está a atual captação de mais de 90% da água distribuída em Campinas.</p>
<figure id="attachment_303" aria-describedby="caption-attachment-303" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/06/CCLACCE-009.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-303" src="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/06/CCLACCE-009-300x225.jpg" alt="Dirigentes do CCLA e da Sanasa antes da palestra" width="300" height="225" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/06/CCLACCE-009-300x225.jpg 300w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/06/CCLACCE-009-1024x768.jpg 1024w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-303" class="wp-caption-text">Dirigentes do CCLA e da Sanasa antes da palestra</figcaption></figure>
<p>O presidente da Sanasa observou que a empresa tem ampliado os investimentos de forma substantiva. Foram investidos R$ 103 milhões em 2013, o maior investimento da história, superado apenas pelo do ano seguinte, de R$ 114 milhões. Romeo admitiu que, em função da crise hídrica, e o menor volume de água consumido pela população, a pedido da própria Sanasa, houve redução de receitas. Com isso, a empresa passou por um processo de corte de despesas expressivo.</p>
<p>Campinas está agora empenhada na campanha 300% de saneamento, esclareceu Arly de Lara Romeo: 100% de água potável distribuídos (já alcançados), 100% de redes de coleta de esgotos (já são mais de 90%) e 100% de tratamento de esgotos (capacidade instalada já é maior que 80%). Com relação ao tratamento de esgotos, observou que Campinas já está construindo Estações de Reuso, com tecnologia inédita no Brasil, e que já foram estabelecidos contratos &#8211; por exemplo com Viracopos &#8211; para a distribuição dessa água de reuso, que pode ser aplicada em limpeza, irrigação de jardins e outras utilidades.</p>
<p>E destacou o empenho pela redução das perdas nas redes de distribuição de água: já foram substituídos mais de 1000 km de 1120 km de redes de amianto por PEAD, uma tecnologia não-agressora ao meio ambiente e que reduz muito as perdas. Hoje Campinas tem 19% de perdas, um dos menores índices do Brasil, que tem uma média superior a 40%. Em muitas cidades, inclusive capitais, os índices são de mais de 50%.</p>
<figure id="attachment_304" aria-describedby="caption-attachment-304" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/06/CCLACCE-025.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-304" src="http://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/06/CCLACCE-025-300x225.jpg" alt="Campinas a caminho dos 300% de saneamento, destacou o presidente da Sanasa na conferência no CCLA" width="300" height="225" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/06/CCLACCE-025-300x225.jpg 300w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2015/06/CCLACCE-025-1024x768.jpg 1024w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-304" class="wp-caption-text">Campinas a caminho dos 300% de saneamento, destacou o presidente da Sanasa na conferência no CCLA</figcaption></figure><p>The post <a href="https://ccla.org.br/2015/06/presidente-da-sanasa-apresenta-projetos-para-seguranca-hidrica-em-campinas/">Presidente da Sanasa apresenta projetos para segurança hídrica em Campinas</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O combate de Venda Grande</title>
		<link>https://ccla.org.br/2014/09/o-combate-de-venda-grande/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[CCLA - Centro de Ciências, Letras e Artes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2014 17:28:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Duílio Battistoni Filho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Duílio Battistoni Filho &#8211; Falar da Revolução Liberal é enaltecer uma das mais belas...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por Duílio Battistoni Filho</em></strong> &#8211; Falar da Revolução Liberal é enaltecer uma das mais belas páginas de nossa história, cujo ponto alto não se encontra na envergadura dos feitos militares, mas na bravura cívica dos que a escreveram. Desde São Paulo, de onde se irradiou para Minas Gerais, com repercussão em outras províncias, o importante episódio histórico caracterizou-se pelo idealismo e pela fidelidade de sua gente aos seus ideais políticos, considerados relevantes para o país.</p>
<figure id="attachment_260" aria-describedby="caption-attachment-260" style="width: 670px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-260" src="http://ccla.vizii.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/09/ccla-venda-grande.jpg" alt="Centro de Ciências, Letras e Artes procura manter a memória do Combate de Venda Grande" width="670" height="460" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2014/09/ccla-venda-grande.jpg 670w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2014/09/ccla-venda-grande-300x205.jpg 300w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" /><figcaption id="caption-attachment-260" class="wp-caption-text">Centro de Ciências, Letras e Artes procura manter a memória do Combate de Venda Grande</figcaption></figure>
<p>A Revolução teve curta duração e pode parecer à primeira vista, inexpressiva. Todavia, o fato vale, ao menos, pela grandiosidade dos vultos participantes que jamais se comprometeriam levianamente, como vale também, pelo objetivo que eles nutriam, empenhados somente na conquista do melhor para o Brasil. As razões que levaram ao movimento armado são muitas. A Constituição de 1824, a primeira do Império, deu ao Brasil a condição de um Estado unitário, com forte centralização de poder; o País era dividido em províncias, sem autonomia, com presidentes nomeados pelo imperador. Após a abdicação de D.Pedro I, em 1831, delineiam-se os primeiros movimentos que irão confluir nas correntes políticas dos Partidos Conservador e Liberal, responsáveis pela estabilidade de nossa monarquia parlamentar. O Ato Adicional de 1834, ao reformar a Constituição, criou as Assembléias Legislativas Provinciais, continuando, porém, os presidentes de livre escolha do Imperador, ocasionando o descontentamento popular. Apesar das divergências, o equilíbrio político manteve-se até 1840, quando os conservadores conseguiram a aprovação da chamada “Lei de Interpretação do Ato Adicional”, praticamente anulando a descentralização conquistada. A própria criação do Conselho de Estado aumentava ainda mais o poder do Estado. Outra reação contra a “oligarquia conservadora”, segundo os liberais, foi a reforma do Código Criminal, uma medida arbitrária, pois diminuía a autonomia do júri, permitia a prisão a título de averiguação, sem culpa formada, e suprimia a inviolabilidade domiciliar. O processo de nomeação de delegados e autoridades policiais também punha todo o poder nas mãos do imperador e extinguia as conquistas liberais dos últimos anos. Não podemos esquecer que a Guarda Nacional era um instrumento eficiente da aristocracia rural e atuava como força repressiva subordinada ao comando regional. Pouco depois, com a vitória dos liberais, a Câmara dos Deputados é dissolvida, representando um autêntico Golpe de Estado. Portanto, os liberais ficaram desapontados pelas imposições conservadoras, tidas como autoritárias e anticonstitucionais.</p>
<p>A idéia revolucionária teria tomado conta de toda a Província de São Paulo, tendo Sorocaba apelado para o recurso das armas em 17 de maio de 1842, na defesa do superior princípio da lei maior, que permitia a livre expressão das províncias, na voz de suas Assembléias Legislativas. No Rio de Janeiro, líderes da Maçonaria e membros da “Sociedade dos Patriarcas Invisíveis”, fundada por iniciativa de José de Alencar, enviavam instruções para o movimento armado, tentando assim dividir e desorganizar as forças de repressão. Na Corte, por outro lado, gerava grande apreensão a possibilidade da ligação dos liberais paulistas e mineiros com os farroupilhas e de um possível apoio do Rio de Janeiro. O descontentamento era geral a tal ponto que os liberais, sem outra alternativa, resolveram apelar para um recurso extremo, o levante das armas. Entretanto, o seu preparo militar era bastante precário, pela má qualidade das armas, pouca munição, com muita improvisação e dispersão. Assim mesmo, o movimento alcançou, além da capital, algumas vilas, onde os liberais eram mais atuantes como Campinas, Limeira, Itu, Piracicaba e Porto Feliz. A revolta foi organizada pela oligarquia agrícola, e os pretextos foram a substituição do presidente da Província de São Paulo, Rafael Tobias de Aguiar, consagrado liberal sorocabano, e o adiamento do funcionamento das câmaras legislativas. Segundo alguns historiadores, Rafael não se entusiasmou, de início, com a idéia de insurreição por achá-la prematura, o que não quer dizer que não a tivesse vislumbrado, imaginado, idealizado. Quem mais se empenhou foi o ex-regente do império, padre e senador Diogo Antonio Feijó, então residente em Campinas. Totalmente avesso às desordens, forneceu pleno apoio a Tobias e aos revolucionários paulistas. Doente, hemiplégico, deslocou-se, mesmo assim, a Sorocaba, onde se postou ao lado do amigo e fez imprimir o jornal “O Paulista” na tipografia que conseguira de seu amigo Hércules Florence – também chamado de o inventor da fotografia – com a finalidade de estimular os ânimos sediciosos. Feijó dava assim início à imprensa no interior paulista. Amigo de Caxias, não foi preso. Apenas lamentava que a revolução não tivesse começado na capital da província.</p>
<p>Vale ressaltar a bela página reservada a Minas Gerais no processo revolucionário. É digno de destaque, por exemplo, a participação cívica de Teófilo Ottoni, notório liberal que se inspirara nos ideais de Thomas Jefferson e que no seu jornal “Sentinela do Serro” afirmava que “o fim de toda associação política é a conservação dos direitos naturais, a liberdade e a resistência à opressão”. Dentre as suas façanhas no movimento liberal foi o episódio da Ponte do Paraibuna, quando impediu e retardou as tropas imperiais que vinham do Rio de Janeiro. Devemos destacar também o heroísmo dos liberais de Conselheiro Lafayette, então Queluz, quando num primeiro momento derrotaram as tropas legalistas no Largo da Matriz de Nossa Senhora da Conceição. É claro, que no final da Revolução, os liberais foram vencidos, mas os reflexos positivos desta resistência idealista viriam pouco depois, com a instalação, pelo imperador d. Pedro II, do regime de alternância, com ministérios de todas as correntes, conservadores e liberais, tendo se destacado a figura ímpar do conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira.</p>
<p>A Revolução Liberal de 1842 ocorreu no mesmo ano em que a Vila de São Carlos emancipou-se à categoria de cidade, passando a chamar-se Campinas, que se destacava pela sua força política e por uma forte economia açucareira, o que explica a grande quantidade de engenhos na região. Nessa ocasião, a presidência da província era ocupada pelo conservador José da Costa Carvalho, o Barão de Monte Alegre, e a Câmara Legislativa campineira era formada só por seus correligionários, obrigando os liberais revolucionários a se acantonarem fora da cidade, onde crescia o número de participantes aptos para a luta armada. Na antiga estrada de Limeira havia um sobrado conhecido como “Engenho da Lagoa” ou “Sítio do Teodoro”, inicialmente centro de fabricação do açúcar e depois entreposto comercial de mantimentos e que acabaria sendo chamado de “Venda Grande” pela sua grandiosidade. Pois bem, neste local deu-se o combate a 7 de junho de 1842, quando as forças liberais campineiras, com apenas 400 combatentes, mal preparados, mal vestidos, mal calçados e dispersos, servindo-se de armas obsoletas como espingardas de pederneiras, chefiadas por Antonio Manoel Teixeira e o major Galvão, foram derrotadas pelas forças imperiais, melhor preparadas com armas de longo alcance como as reiúnas, tendo no comando o coronel José Vicente do Amorim Bezerra, substituindo Caxias que não veio a Campinas. O combate foi sangrento, deixando um saldo de 19 mortos, 15 prisioneiros e muitos feridos. Ao deixar o Engenho, o coronel Bezerra deixou uma tropa assalariada sob a responsabilidade do padre Ramalho, poderoso chefe político conservador que errou ao não comparecer em Campinas, dando ensejo a que seus soldados mercenários assassinassem covardemente os feridos hospitalizados, além de perseguir os revoltosos nos esconderijos próximos. Ao encontrar-se em Campinas, em 1860, o jornalista português Emílio Zaluar ouviu de um amigo o seguinte relato: “Depois de terem sido os insurgentes batidos, fuzilados, dispersados pelas forças imperiais, os soldados, para completar a vitória, foram de espáduas nuas, espingardas e baionetas, dar busca em roda do sobrado e pelo mato, a ver se encontravam algum desgraçado que tivesse escapado do seu furor”. Muitos conseguiram fugir, como foi o caso de Vitoriano de Souza Rocha que refugiou-se no sertão de Botucatu e ali fundou, em 1861, a cidade paulista de Avaré. Em Venda Grande, os mortos foram enterrados provisoriamente até que, pudesse ser dado aos seus corpos, local mais condigno. Conta-se que Joaquim Bonifácio do Amaral, Visconde de Indaiatuba, barão do café, eminente liberal campineiro, não se esqueceu dos seus ex-companheiros assassinados no local: tempos depois, voltou ao Engenho da Lagoa, abriu covas de sepultamento, recolheu seus ossos, levou-os para o cemitério a fim de que permanecessem em campo santo, segundo hábitos cristãos. Ninguém, ao que parece, ficou sepultado em Venda Grande.</p>
<p>Merece destaque especial a figura do capitão e herói de Venda Grande, Boaventura do Amaral Camargo. Natural de Itu, S.P., foi batizado em 1789. Militar consagrado, em 1812, participou nas campanhas do Sul contra os castelhanos. A pedido de Rafael Tobias de Aguiar, comandou como capitão o “Corpo Municipal de Permanentes”, origem da atual Força Pública do Estado de São Paulo. A 2 de junho de 1842, comandando uma tropa de cavalaria de setenta homens em Venda Grande, ofereceu tenaz resistência ao inimigo, pois os demais deserdaram. Isolado, o destemido revolucionário veio a tombar em lance dramático. Conforme a descrição do médico irlandês Ricardo Gumbleton Daunt: “ prenderam-no e no ato, propositalmente, feriram-no, levando-o para a casa da antiga fazenda que era o sobrado. Aí, atiraram-no na cama e na mesma noite os soldados o assassinaram a sangue frio”.</p>
<p>No inquérito militar ocorrido no Rio de Janeiro, muitos liberais foram presos e condenados. Triste espetáculo foi assistir aos prisioneiros descendo em Santos, desfilando pela rua Santo Antonio com destino ao cais, de onde partiriam para julgamento na Corte. O líder Antonio Manoel Teixeira foi preso e exilado como os demais companheiros, entre eles, figuras ilustres como Rafael Tobias de Aguiar, o senador Nicolau de Campos Vergueiro, eminente fazendeiro de Ibicaba e responsável pela introdução da mão-de-obra livre em plena época da escravidão. Todos, mais tarde foram anistiados.</p>
<p>Segundo o estudo de Maria Onice Felix da Silva, a crendice popular continuou atribuindo ao local da batalha caráter de cemitério, e é justamente pelo nome de “cemitério de guerra” que os antigos moradores do lugar identificam o local, e até pouco tempo, diziam que fantasmas de soldados rodeavam aquela região e que na antiga lagoa que ali existia aparecia sempre uma luz que a iluminava. O fato é que o movimento de Venda Grande permaneceu esquecido por 114 anos, até que, em 1956 o Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas, através de seu departamento de História, erigiu um marco comemorativo em granito rosa em alusão ao grande acontecimento. Em 2002 foi inaugurada no mesmo local uma lápide de concreto em homenagem aos heróis campineiros mortos. Quanto à sede do Engenho da Lagoa, desabitada desde a morte de seu último proprietário, o major Teodoro Ferraz Leite, ficou entregue a uma escrava de confiança e conhecida por todos como Mamã Caetana. O sobrado durante o confronto fora saqueado e transformado em hospital, servindo de acomodação aos feridos. No início do século XX, foi demolido e as terras foram absorvidas por proprietários vizinhos, surgindo daí, o bairro Santa Mônica.</p>
<p>O próprio imperador D. Pedro II diria mais tarde, na avaliação dos idos de 1842, que o decreto de 1º de maio, com a dissolução da Câmara e suas conseqüências, afetando a situação de São Paulo, que contava com Minas Gerais e a solidariedade do Rio Grande do Sul, fora um erro político, talvez o maior de seu reinado, aliado a gastos enormes com transportes e manutenção de tropas, chegando a cifras monstruosas para a época, num total de 600 contos de réis. A anistia para os revoltosos aconteceu em 1843, depois o retorno dos revolucionários, o luto de muitas famílias e o silêncio. Entristecido, o monarca visitou Campinas em 1846, com a finalidade de eliminar algum desconforto que ainda persistia pela adesão campineira ao movimento liberal de 1842.</p>
<p>Segundo o historiador Celso Maria de Mello Pupo, “Venda Grande tem sido para Campinas uma tradição estremecida; os antigos a ela se referiam com veneração, cultivando sua memória como a de um ato meritório, caro e merecedor de uma lembrança que se perpetuasse, que se transmite às gerações vindouras”.</p>
<p>Compreender o combate de Venda Grande, portanto, é compreender a grandiosidade dos homens campineiros, é olhar para o passado e para o presente e ver a envergadura de nossos cidadãos, sua altivez, sua visão libertária e sua ação no sentido da construção de uma sociedade livre e produtiva, sentimentos que nunca nos fizeram arrefecer diante de tantas ações retrógadas. O progresso de hoje é semente plantada por homens honrados como Rafael Tobias de Aguiar, Boaventura do Amaral e Teófilo Ottoni. O liberalismo está no coração de todos os paulistas e mineiros que, juntos, até hoje, lutam pelo engrandecimento da Pátria brasileira.</p>
<p>Bibliografia consultada</p>
<p>1) Almeida, Aluísio. A Revolução Liberal de 1842. Rio de Janeiro: José Olympio, 1944<br />
2) Amaral, Leopoldo. A Venda Grande. Gazeta de Campinas, 7 jun. 1927.<br />
3) Faoro, Raymundo. Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. 2ª Ed. Porto Alegre: Globo, São Paulo: USP, 1975. V.2.<br />
4) Florence, Amador Bueno Machado. Gazeta de Campinas,7/13 jun/jul 1882.<br />
5) Pupo, Celso Maria de Mello. O combate de Venda Grande em 1842. In: Revista da Academia Paulista de História, São Paulo, nº 2 pp.83-108.<br />
6) Revista do Centro de Ciências, Letras e Artes, nº 64 pp.117-119.<br />
7) Santos Filho, Lycurgo de Castro. O desventurado Boaventura do Amaral e o combate de Venda Grande. In: Revista da Academia Paulista de História. São Paulo, nº 1, pp.48-53, 1981.<br />
8) Silva, Maria Onice Felix da Silva. O combate de Venda Grande: entre a Memória e a História. Amparo. Publicação da Faculdade de Ciências e Letras “Plínio Augusto do Amaral, 1996.</p><p>The post <a href="https://ccla.org.br/2014/09/o-combate-de-venda-grande/">O combate de Venda Grande</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A história de um piano</title>
		<link>https://ccla.org.br/2014/09/a-historia-de-um-piano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[CCLA - Centro de Ciências, Letras e Artes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2014 17:10:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Mazzola]]></category>
		<category><![CDATA[Martinho Caires]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Gustavo Mazzola &#8211; Quem sobe ao segundo andar do prédio do Centro de Ciências,...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Gustavo Mazzola</strong></em> &#8211; Quem sobe ao segundo andar do prédio do Centro de Ciências, Letras e Artes, de Campinas, na rua Bernardino de Campos, 989, certamente acabará vendo, em lugar destacado do seu museu Carlos Gomes, um antigo piano de cauda vienense da marca Heitzmann &amp; Sohn K. K. Hul. Talvez nem imagine que está diante de uma raridade&#8230; com tanta história: o instrumento pertenceu ao próprio Carlos Gomes e está ali depois de percorrer metade do Brasil.</p>
<figure id="attachment_257" aria-describedby="caption-attachment-257" style="width: 670px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-257" src="http://ccla.vizii.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/09/ccla-piano.jpg" alt="Foto: Martinho Caires" width="670" height="460" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2014/09/ccla-piano.jpg 670w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2014/09/ccla-piano-300x205.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 670px) 100vw, 670px" /><figcaption id="caption-attachment-257" class="wp-caption-text">Foto: Martinho Caires</figcaption></figure>
<p>Vamos voltar a 1926, quando começaram os registros dessa grande viagem: segundo o que encontrou o pesquisador João Antônio Buhrer de Almeida na revista carioca Para Todos de 31 de julho daquele ano, já fazia um bom tempo em que o compositor campineiro, cheio de glórias, mas doente e às portas da morte, via chegar sua velhice no Pará, sem recursos e coberto de dívidas. Assim, aos poucos se desfazia de tudo que possuía, propriedades, terras, objetos de arte, joias. Poupava, no entanto, o que tinha para ele um valor de estimação especial, o seu piano.</p>
<p>Por uma graça dos céus, acabou caindo na simpatia do governador do Estado, Dr. Lauro Sodré, que se atentou para o martírio que fazia Carlos Gomes definhar, dia a dia: num gesto humanitário, pleiteou e obteve na Câmara paraense autorização para que o grande compositor passasse a ser considerado como Enfermo Oficial do Estado, o que deu possibilidade de, após a morte, seu corpo seguir dignamente para o sul do país.</p>
<p>Mas o piano ficava em Belém. Dr. Sodré cuidou de adquiri-lo e bem instalá-lo no Theatro da Paz, na capital paraense. Nos anos seguintes, por inoperância de administrações que o sucederam, a peça preciosa acabou indo para uma das águas-furtadas do teatro, permanecendo por um bom tempo guardada e esquecida.</p>
<p>Como expressa o texto do cronista da Para Todos, “o destino arma das suas”: durante uma temporada artística no Pará, o barítono Corbiniano Villaça acabou descobrindo o piano no sótão do teatro. De imediato, procurou o governador que, por sorte, era de novo Dr. Lauro Sodré &#8211; verdadeiro patrono o artista -, relata-lhe o fato e pede providências. A maior autoridade do Estado, então, usando de suas prerrogativas de poder, faz doação da peça artística para a Associação de Imprensa do Pará, naquela época próspera e muito prestigiada.</p>
<p>Passam-se os anos e Dr. Sodré, já agora no Rio de Janeiro como senador da República, decide apelar para que a Associação de Imprensa do Pará fizesse, por sua vez, uma nova doação do piano, agora para o recém criado Museu Nacional.</p>
<p>Nesse ponto entra na história o Centro de Ciências, Letras e Artes, de Campinas: sua diretoria solicita ao governo do Pará e, no mesmo ano da publicação da tal revista, consegue a guarda definitiva do piano (Lei do Governo do Estado do Pará número 2.556, de 12.11.1926).</p>
<p>Isso tudo, apesar de severas críticas do cronista, que se nomeava simplesmente como T.G. Entendia ele ser no Rio o melhor depositário da relíquia, expressando-se de maneira até um tanto sarcástica no seu texto: “O direito de pedir deve-se opor ao direito de negar. O piano de Carlos Gomes não é um instrumento que possa pertencer a uma associação particular, não pode estar andando de Herodes a Pilatos, como, uma res nullius, sem valor. O Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas pode desaparecer de um momento para outro”.</p>
<p>Não foi o que aconteceu, felizmente: a entidade de Campinas prosperou nas décadas seguintes e já atravessa onze anos após o seu primeiro centenário. Não “desapareceu” como o cronista da revista Para Todos acreditava.</p>
<p>O piano continua lá, no seu lugar mais acertado e verdadeiro: preservado e admirado como peça principal do museu Carlos Gomes, junto à sua harpa, suas baquetas, suas 3.000 partituras originais, jornais, fotos da época e tudo o mais.</p>
<p>Pena que não tenhamos mais o “Tonico de Campinas” para tocá-lo, como ele tanto gostava de fazer nos seus tempos no Pará.</p>
<p>Gustavo Mazzola &#8211; <a href="mailto:mazzola@sigmanet.com.br" target="_blank" rel="noopener">mazzola@sigmanet.com.br</a></p><p>The post <a href="https://ccla.org.br/2014/09/a-historia-de-um-piano/">A história de um piano</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Entrevista no Centro</title>
		<link>https://ccla.org.br/2014/09/entrevista-no-centro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[CCLA - Centro de Ciências, Letras e Artes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2014 16:57:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Mazzola]]></category>
		<category><![CDATA[Martinho Caires]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Gustavo Mazzola &#8211; O encontro entre eles tinha sido combinado fazia um bom tempo. Mas...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por Gustavo Mazzola &#8211; </em></strong>O encontro entre eles tinha sido combinado fazia um bom tempo. Mas estava difícil agendar uma data em que os três pudessem sentar juntos na grande mesa da sala de leitura do Centro de Ciências, Letras e Artes, em Campinas. Finalmente, as entrevistas foram marcadas para uma quarta feira de maio, à tarde, mas com um detalhe: seriam feitas antes da costumeira reunião de diretoria, cuja pauta previa, nesse dia, importantes acertos sobre as comemorações do aniversário &#8211; já próximo &#8211; da primeira exposição no país do lituano Lasar Segall, em 1913, realizada no próprio Centro. Era quando o artista chegava da Europa com novidades nas artes plásticas.</p>
<figure id="attachment_252" aria-describedby="caption-attachment-252" style="width: 670px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-252" src="http://ccla.vizii.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/09/ccla-entrevista.jpg" alt="Foto: Martinho Caires" width="670" height="460" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2014/09/ccla-entrevista.jpg 670w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2014/09/ccla-entrevista-300x205.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 670px) 100vw, 670px" /><figcaption id="caption-attachment-252" class="wp-caption-text">Foto: Martinho Caires</figcaption></figure>
<p>Os convidados, intelectuais de larga experiência em jornalismo e cultivo das artes, certamente tinham muito a contar sobre um lugar onde deixaram boas lembranças de suas vidas. Acontecimentos e opiniões &#8211; até algumas declarações mais contundentes &#8211; certamente fariam parte de depoimentos. Assim, antes de tratar do “evento” Segall, a missão era ir direto às entrevistas, pois os convidados já subiam as escadarias de acesso ao salão.</p>
<p>O Isolino e o Odilon chegaram juntos, cumprimentando o pessoal da casa, o Marino, o Eduardo, o Henrique, o Braga, o Borges. Quem apareceu por último foi o Bráulio, desculpando-se: “o trânsito está daquele jeito, gente”!</p>
<p>&#8211; Mas, diga lá Isolino, como o Centro entrou na sua vida? &#8211; era preciso começar logo o bate papo, sem muito “trololó” de entrada.</p>
<p>&#8211; Na verdade, a motivação que sinto pelo Centro de Ciências é anterior à minha vinda a Campinas &#8211; foi dizendo, sempre eloquente e rápido nas palavras, Francisco Isolino de Siqueira, advogado, professor, jornalista e presidente no biênio 70/71. E continuou: por volta de 42 ou 43, papai, o jornalista Hildebrando Siqueira, era membro efetivo do Centro. Eu, com quinze anos, via-me atraído pelo distintivo que ele recebera na sua nomeação e ostentava permanentemente na lapela. Ele morreu em 46 e minha vida aqui mudou muito, só retomando os contatos, em 1948, quando me aproximei para reestruturar a nossa revista.</p>
<p>&#8211; E Odilon, teve algum momento que pode ser considerado mais importante na sua vida com o Centro de Ciências?</p>
<p>O professor Odilon Nogueira de Matos, estudioso e professor de história da arte musical, pensou um pouco, cerrou os olhos, pensativo, e começou seguro o seu testemunho: “Bem, em 62, quando era presidente o Marino, o Centro patrocinou um curso de história da música, me aproximando ainda mais de tudo a sua volta. Numa recente sessão da Academia Campinense de Letras, deixei registrado que devo ao Marino a realização do melhor curso de história da música de que me lembro ter feito na vida”.</p>
<p>&#8211; Agora é sua vez, Bráulio. A gente sabe que sua presença foi marcante como presidente, duas vezes. O que ficou daquele tempo?</p>
<p>&#8211; Olha &#8211; começou o jornalista Bráulio Mendes Nogueira, historiador de Campinas e presidente em duas oportunidades, de 1982 a 1986, e de 1990 a 1994 &#8211; se a minha primeira gestão foi bastante equilibrada, a outra foi tormentosa. Ainda na gestão anterior, o Centro vivera uma onda de modernizações, mas, a meu ver, propostas de forma um tanto precipitada, sem métodos ou planos bem pensados. Resultado, o dinheiro acabou ficamos numa situação caótica. Aconteceu, então, que o pessoal mais antigo apelou para que eu assumisse novamente como presidente. Resolvi encarar essa tarefa. Encontrei tudo aqui com reformas interrompidas por falta de recursos. Na escadaria fronteira do prédio tinha até um andaime, que ficara ali montado quando a obra parou. Foi uma loucura minha, mas acabei derrubando tudo aquilo com minhas próprias mãos, para que se pudesse abrir a entrada que estava quase totalmente obstruída.</p>
<p>Todos que acompanharam as suas palavras puderam notar, emocionados, Bráulio em lágrimas quando parou de falar. A conversa com os três intelectuais continuou animada, interessante, e acabou se tornando num dos momentos mais expressivos desse, para o Centro, importante 2002, ano em que as entrevistas aconteceram: juntamente com outros convidados já agendados, seus depoimentos fariam parte do livro “Centro de Ciências, Letras e Artes, ano 101”, que iria registrar a história da entidade cultural de Campinas. Infelizmente, Isolino, Odilon e Bráulio não estão mais conosco.</p>
<p>Naquele mês de maio de onze anos atrás, o encontro de amigos se alongou pela tarde, todos envoltos num clima de saudades. E não deu outra: o expediente do Centro terminou sem a sua reunião semanal, com as decisões da programação sobre Segall ficando mesmo para a semana seguinte.</p>
<p>Gustavo Mazzola &#8211; <a href="mailto:mazzola@sigmanet.com.br" target="_blank" rel="noopener">mazzola@sigmanet.com.br</a></p><p>The post <a href="https://ccla.org.br/2014/09/entrevista-no-centro/">Entrevista no Centro</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>CCLA, sempre atento aos desafios contemporâneos</title>
		<link>https://ccla.org.br/2014/08/ccla-sempre-atento-aos-desafios-contemporaneos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[CCLA - Centro de Ciências, Letras e Artes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2014 19:42:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[José Pedro Martins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por José Pedro Martins &#8211; A destruição das florestas, para dar espaço aos cafezais, já...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-full wp-image-196" src="http://ccla.vizii.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/08/ccla-ideias-1.jpg" alt="ccla-ideias-1" width="460" height="670" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2014/08/ccla-ideias-1.jpg 460w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2014/08/ccla-ideias-1-205x300.jpg 205w" sizes="auto, (max-width: 460px) 100vw, 460px" /><strong><em>Por José Pedro Martins</em></strong> &#8211; A destruição das florestas, para dar espaço aos cafezais, já inquietava os pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas entre o final do século 19 e início do século 20. As estimativas são de que, nesse período, 10 mil quilômetros quadrados &#8211; área equivalente a 5% do território de São Paulo e a 10% do território de Cuba &#8211; de florestas nativas em território paulista foram substituídas por cafezais.</p>
<p>Os impactos do café e das ferrovias nas florestas de São Paulo foram denunciados no primeiro número da “Revista do Centro de Ciências, Letras e Artes”, um núcleo de intelectuais criado em Campinas em 1901. As denúncias foram feitas por João Pedro Cardoso, ligado ao Instituto Agronômico e quer seria depois inspetor do 2o Distrito Agronômico de Campinas.</p>
<p>Ainda em 1902, o mesmo João Pedro Cardoso, colaborador do Centro de Ciências, Letras e Artes em outras oportunidades, foi o grande responsável pela comemoração, na cidade de Araras, na região de Campinas, do primeiro Dia da Árvore no Brasil. Cardoso inspirou-se no “Arbor-Day”, que era promovido desde 1872 nos Estados Unidos. O Dia da Árvore passaria a ser comemorado no Brasil todo dia 21 de setembro, na entrada da Primavera, como um símbolo do renascimento da natureza pós-Inverno.</p>
<p>A Revista do CCLA abordar, em seu primeiro número, a questão da devastação das matas, tema de enorme atualidade no início do século 21, é apenas mais um exemplo da importância cultural que o Centro de Ciências, Letras e Artes tem na história de Campinas. Ao longo de sua história centenária, sempre esteve atento aos desafios contemporâneos.</p>
<p>Os originais de “Os Sertões” foram avaliados em encontro de Euclides da Cunha com os co-fundadores do Centro. A primeira exposição modernista no Brasil, de Lasar Segall, foi realizada em 1913 em São Paulo e Campinas, no CCLA. O primeiro cineclube da cidade também funcionou no Centro. A biblioteca do CCLA é uma das mais completas e importantes do Brasil. O Museu Carlos Gomes, maior nome da história cultura da cidade, é abrigado no CCLA. E o Museu Campos Salles, o campineiro que foi o segundo presidente civil do Brasil, também está lá.</p>
<p>São muitos aspectos demonstrando e confirmando a relevância do Centro de Ciências, Letras e Artes, que continua atuante e dará passos importantes visando ratificar ainda mais o seu papel na cidade e região. Por todos estes motivos, o CCLA deveria receber uma atenção maior, um carinho mais cuidadoso, dos poderes públicos e sociedade em geral.</p>
<p>O Centro foi fundamental para Campinas se projetar em termos nacionais. Pois passou da hora da cidade olhar com mais cuidado, respeito e ações práticas, para a instituição que tanto fez e ainda fará muito para a construção e disseminação de conhecimento, em várias áreas.</p>
<p>[quote]José Pedro Soares Martins é jornalista e escritor, autor de livros em meio ambiente, cidadania, história e cultura, como “Depois do Arco-Íris – Uma proposta ecológica” (FTD, 1991), “Terra Cantata, uma história da Sustentabilidade” (Komedi, 2007), “Festas Populares do Brasil” (Komedi, 2011), “Capoeira, um patrimônio cultural” (Komedi, 2011) e “Carnaval Encantado” (Komedi, 2013). Recebeu o Prêmio Ethos de Jornalismo de 2003, International Media Awards (1992 e 1995), Prêmio Amizade Norte-Sul em 1992 e Medalha Carlos Gomes do Município de Campinas, entre outros prêmios. É consultor de comunicação.[/quote]</p><p>The post <a href="https://ccla.org.br/2014/08/ccla-sempre-atento-aos-desafios-contemporaneos/">CCLA, sempre atento aos desafios contemporâneos</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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