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	<title>Tradução | CCLA</title>
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		<title>XAVIER PINHEIRO, TRADUTOR DE DANTE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CCLA - Centro de Ciências, Letras e Artes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jul 2021 23:31:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Núcleos do CCLA]]></category>
		<category><![CDATA[Divina Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Carlos R Borges]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Luiz Carlos R. Borges (Setecentos anos de morte de Dante Alighieri, nascido em 1265,...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Luiz Carlos R. Borges</strong></p>



<p class="has-normal-font-size">(Setecentos anos de morte de Dante Alighieri, nascido em 1265, em Florença, e falecido em 14 de setembro de 1321, em Ravenna).</p>



<p>O texto que se segue, ainda a propósito dos setecentos anos da morte de Dante Alighieri, visa a um objetivo bem delimitado, voltado para a repercussão da obra de Dante no Brasil. Mais especificamente, o tema será a proeza literária do baiano José Pedro Xavier Pinheiro.</p>



<p>História que se inicia com Machado de Assis e sua atividade como tradutor. A esse propósito, há pouco tempo folheando o romance de Victor Hugo, <em>Os Trabalhadores do Mar</em>, na edição de 1971 da Editora Abril em sua coleção <em>Os imortais da Literatura Universal</em>, verifiquei, não sem certa surpresa, que a tradução coube exatamente a Machado.</p>



<p>Dele, também soube haver traduzido um dos cantos da<em> Commedia</em>, no caso, o Canto XXV, do <em>Inferno</em>. Pois, tendo sido publicada, em 1874, no jornal <em>Globo</em>, essa tradução veio a merecer imediata admiração por parte de Xavier Pinheiro.</p>



<p>Nascido em 1822, desde cedo esse baiano de Salvador precisou exercer uma profissão que lhe assegurasse os meios de subsistência a partir do momento em que os negócios de seu pai fracassaram; exerceu funções de professor, nela se destacando de forma a ter merecido o apoio de fazendeiros e amigos de seu pai para o fim de ampliar sua formação e seus conhecimentos. Em certo momento, sentiu a necessidade de se transferir para um centro urbano mais favorável a seus projetos, quando então se radicou no Rio de Janeiro. Na capital do Império atuou no jornalismo e mais tarde conseguiu um cargo público; ali encontrou condições propícias a seu aperfeiçoamento cultural, inclusive se relacionando com os intelectuais que, nascidos no Rio ou provenientes de todas as partes do País, constituíam o próprio núcleo da criação e da produção literária nacional.</p>



<p>Foi quando, ao elogiar pessoalmente Machado de Assis por sua tradução daquele Canto da <em>Divina Comédia</em>, este, por sua vez, o estimulou a também ingressar na grandiosa tarefa de traduzir Dante. Xavier Pinheiro aceitou o desafio e, pelos sete anos seguintes, trabalhou intensamente, até mesmo com sacrifício da própria saúde, até sua morte, em 1882, na tradução integral da obra-prima dantesca.</p>



<p>Não teve a felicidade, no entanto, de ver publicado em livro o fruto do exaustivo trabalho a que por tanto tempo se dedicou; não só: após sua morte, seu filho ainda teve de pelejar por largos anos, em verdadeira odisseia, &nbsp;até finalmente obter com que o livro fosse publicado, já decorridos mais de vinte anos desde o falecimento do pai.</p>



<p>São os três volumes dessa obra, só concluída em 1907, que figuram em minhas estantes, presente do saudoso amigo e confrade da Academia Campinense de Letras, Marino Falcão Lopes, e de cujo prefácio, de autoria do filho do Tradutor, F. A. Xavier Pinheiro, colhi as informações que ora integram esse texto.</p>



<p>É em homenagem, portanto, ao trabalho solitário e abnegado de José Pedro Xavier Pinheiro e ao precioso legado com que ele nos premiou que é feito o presente registro.</p>



<p>Uma das páginas mais primorosas da obra-prima de Dante é, reconhecidamente, aquela em que relatado o drama do casal de amantes adúlteros, Paolo e Francesca (Canto V do <em>Inferno</em> – círculo infernal onde padecem os luxuriosos). Nesse episódio o poeta demonstra a mesma e implacável severidade com que censura as diversas linhagens de pecadores (aí incluindo seu próprio mestre Bruneto Latini; o pai de seu dileto amigo Guido Cavalcanti; e até mesmo outros poetas, como o trovador Bertran de Born – a propósito, o castigo infernal infligido a este é sutilmente sugerido em meu romance <em>Crônica de Bernartz &amp; Bertran</em>). Aqui, no entanto, ele confessadamente se condói diante do destino trágico dos amantes, ao ponto de, no final, literalmente tombar ao chão: “e caddì como corpo morto caddi” (e caí, como morto corpo cai). Outro verso lapidar vem logo antes: “quel giorno più non vi leggemo avante” (os amantes se dedicavam à leitura até serem irresistivelmente atraídos e se beijarem: daí, “aquele dia não mais continuamos a ler”).</p>



<p>Portanto, nada mais apropriado do que encerrar este texto com a transcrição (precedida dos originais) dos versos finais desse Canto V, na tradução de Xavier Pinheiro (mantida a grafia da época):</p>



<p class="has-text-align-center"><em>“La bocca mi baciò tutto tremante.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Galeotto fu il libro e chi lo scrisse:</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>quel giorno più non vi leggiamo avante”.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>mentre che l’uno spirto questo disse,</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>l’altro piangea sì che di pietade</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>io venni men cosi com’io morisse:</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>e caddi como corpo morto caddi.</em></p>



<p><em>“A boca me beijou todo tremante,</em></p>



<p><em>De Galeotto fez o autor e o escripto.</em></p>



<p><em>Em ler não fomos n’esse dia avante”</em></p>



<p><em>Em quanto a historia triste um tinha dito,</em></p>



<p><em>Tanto carpia o outro, que eu, absorto,</em></p>



<p><em>Em piedade, senti lethal conflito,</em></p>



<p><em>E tombei, como tomba corpo morto.</em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>O autor é Secretário Geral do CCLA e diretor de seu Departamento de Literatura; membro da Academia Campinense de Letras e do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas</em></strong></p>



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