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		<title>CARLOS FERREIRA, BAUDELAIRIANO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CCLA - Centro de Ciências, Letras e Artes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jun 2022 20:23:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CCLA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luiz Carlos R. Borges                   Em seu volume dedicado ao “Simbolismo”, dentro da coleção...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Luiz Carlos R. Borges</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2022/06/Carlos-Ferreira-edited-1.jpg" alt="" class="wp-image-691" width="497" height="745.5" srcset="https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2022/06/Carlos-Ferreira-edited-1.jpg 337w, https://ccla.org.br/wp/wp-content/uploads/2022/06/Carlos-Ferreira-edited-1-200x300.jpg 200w" sizes="(max-width: 337px) 100vw, 337px" /></figure>


<h2> </h2>


<p>                         Em seu volume dedicado ao “Simbolismo”, dentro da coleção “Roteiro da Poesia Brasileira” editado em 2006 pela Global Editora, em conjunto com o então Ministério da Cultura e a Fundação Biblioteca Nacional, colhe-se a seguinte referência, no texto introdutório assinado por Lauro Junkes: “A partir de 1870 projetou-se crescentemente a influência de Baudelaire na poesia brasileira. O primeiro poeta de influência baudelairiana teria sido Carlos Ferreira, com <em>Alcíones</em> (1872)”.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como se sabe, ao longo de todo o século dezenove a literatura francesa exerceu influência predominante no desenvolvimento das letras brasileiras (assim como na de outros países). Na segunda metade do século, a escola parnasiana mereceu entre nós inúmeros adeptos, que a praticaram de forma intensa e persistente, ao ponto de quase se transformar numa escola “oficial”, produzindo ícones como Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia. O fenômeno se reproduziu (de forma, é certo, meio marginal) em relação ao simbolismo, como foi denominada a linhagem poética que, a partir de Charles Baudelaire e sua transgressão aos moldes românticos, foi implantada por Verlaine, Rimbaud e Mallarmé.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os grandes destaques do simbolismo, no Brasil, foram, reconhecidamente, Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens. Depois deles, no entanto, eclodiu uma nova e brilhante geração, bem destacada no livro mencionado. Mas o interesse pela nova poesia já havia sido despertado anteriormente junto a poetas sintonizados com o que ocorria no outro lado do Oceano, especialmente através da leitura do livro transgressivo e controvertido de Baudelaire, “As Flores do Mal”, editado em 1857. Entre eles, Carlos Augusto Ferreira.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sua inclusão entre os baudelairianos há de merecer destaque (e por isso suscitou nossa atenção), porque Carlos Ferreira foi, além de ficcionista e poeta, também jornalista, com atuação inclusive e especialmente em Campinas. Nascido no Rio Grande do Sul, a certa altura de sua trajetória, ele trasladou-se para nossa cidade, onde a partir de 1876 passou a militar na “Gazeta de Campinas”, como seu redator (ou como “proprietário e diretor”), jornal que entre seus fundadores, em 1869, contava com a figura exponencial de &nbsp;Francisco Quirino dos Santos. A esse respeito anota Duílio Batisttoni Filho, em sua importante obra “Imprensa e Literatura em Campinas nos seus primórdios”, Ed. Pontes, 2016: “Em 1876 a Gazeta passava a ser editada diariamente com feição mais literária tão a gosto de seu redator-chefe, o poeta Carlos Ferreira (1848-1913), que também trabalhara em jornais de São Paulo” (pág.28).</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Depois de algum tempo, Ferreira mudou-se para o Rio de Janeiro, tendo também residido em Amparo. É importante mencionar que a biblioteca do CCLA dispõe em seus acervos, na seção “Campiniana”, de um romance seu publicado já em 1890, através da Editora Livro Azul, intitulado “Primeira Culpa (Estudo da Vida Social)” e dedicado a seu amigo Machado de Assis.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto ao mencionado livro de poesia, “Alcíones”, não consta ter sido reeditado; notícias a respeito podem ser encontradas de maneira indireta, como é o caso do estudo intitulado “Les Fleurs du Mal antes de As Flores do Mal: os Primeiríssimos Baudelairianos”, disponível na internet. Seu autor, Ricardo Meirelles, revela que a tradução do poema “Les Balcons” consta do mencionado livro de 1872, sob o título de “Modulações” e o subtítulo de “Imitação de Baudelaire”. Através das inúmeras fontes pesquisadas pelo autor, destaca-se que na referida tradução / imitação, Ferreira se utilizou, livremente, de termos e expressões mais afeiçoadas à sua formação como poeta vinculado ao romantismo. Como estas: “Saudosa inspiração da lúcida poesia! / Que é da quadra feliz do affecto delirante?”.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Teria sido ainda anteriormente à data da publicação do livro (1872) que Ferreira empreendeu sua primeira incursão tradutória. Noutro volume de poesia, “Redivivas”, de 1881, incluiu-se a sua versão do poema intitulado “Moesta et errabunda”, com a anotação de que a tradução teria sido feita em 1871. Nele, ao mesmo tempo em que se queixa do “negro oceano da cidade imunda”, Baudelaire convoca imagens ideais de outras terras, longínquas e paradisíacas, onde “sob um claro azul tudo é amor e alegria”. Segundo Meirelles e os comentaristas por ele consultados, Carlos Ferreira teria identificado seu próprio país e, em particular, o Rio de Janeiro em que durante muito tempo residiu, como esse idealizado “paraíso perfumado, verde e inocente, cheio de prazeres furtivos”. Procedeu, em suma, a uma “aclimatação” da poesia do francês.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fique, portanto, este modesto registro, como sugestão para que outros, mais capacitados, como historiadores, estudiosos da literatura e pesquisadores em geral, possam se interessar pela biografia e obra desse jornalista e poeta que, em sua trajetória, legou marcas indeléveis às letras e ao jornalismo inclusive durante sua estadia em Campinas.</p>



<p><em><strong>Luiz Carlos Ribeiro Borges é membro da Academia Campinense de Letras e secretário geral do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas (CCLA)</strong></em></p><p>The post <a href="https://ccla.org.br/2022/06/carlos-ferreira-baudelairiano/">CARLOS FERREIRA, BAUDELAIRIANO</a> first appeared on <a href="https://ccla.org.br">CCLA</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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