Evento no Centro marca os 125 anos da morte de Carlos Gomes

Francisco Lima Neto Por Francisco Lima Neto, 16 de setembro de 2021 em Cidade e RegiãoA homenagem reuniu cerca de 30 pessoas na Praça Bento Quirino. Foto: Divulgação

Um evento no monumento-túmulo de Carlos Gomes, na Praça Bento Quirino, em Campinas, na tarde desta quinta-feira (16), marcou a data em que morreu o maestro, 125 anos atrás. Mas a data não é de tristeza e sim de celebrar a obra internacionalmente reconhecida e a vida desse renomado campineiro que ganhou o mundo. Cerca de 30 pessoas compareceram à celebração, depositaram coroas de flores, fizeram fotos no monumento, e assistiram à cantora lírica Marina Gabetta, que cantou a ópera “Quem Sabe”.

O evento faz parte da programação do Mês Carlos Gomes, que foi instituído por lei, em 2014. Todos os anos são programas apresentações, concertos, recitais, entre outros, mas por conta da pandemia do novo coronavírus, a comemoração precisou ser reduzida. Participaram da celebração, representantes de diversas entidades, como do Rotary Carlos Gomes, do Rotary Cambuí, do Conservatório Carlos Gomes, e a Academia das Forças Armadas.

Quem conduziu o evento foi o presidente do Centro de Ciências Letras e Artes (CCLA) e da Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos (Abal), Alcides Acosta.

“Campinas todos os anos se reúne para prestar uma singela homenagem a ele. Estamos aqui para falar algumas palavras a respeito da vida e da obra dele. Ele foi para o Rio de Janeiro, depois para a Itália e lá ganhou reconhecimento. Estreou quatro de suas óperas no mais renomado palco de óperas, no Scala de Milão. Ele levou o nome de Campinas para o mundo”, afirmou Alcides Acosta.

De acordo com Alexandra Caprioli, Secretária de Cultura, é papel de todos manter a memória de Carlos Gomes viva. “É nosso papel e todas essas entidades fazem isso como uma missão, que é manter viva a memória, e hoje em especial, fazer essa homenagem”, disse.

Maestro

Antonio Carlos Gomes nasceu em Campinas, em 1836. Estudou música com o pai, depois no Conservatório do Rio de Janeiro, até que ganhou bolsa de estudos em Milão, na Itália. O Guarani, sua ópera mais famosa, estreou no Teatro Scala de Milão, que o projetou em toda a Europa. Era considerado um gênio musical. Voltou ao Brasil e foi morar em Belém, para ser diretor do Conservatório de Música. Lá morreu, em 16 de setembro de 1896.




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